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O Brasil na carroceria de um caminhão

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Uma sociedade é marcada pela dependência entre seus indivíduos. Percebemos pouco isto no dia a dia. Ficamos focados nos interesses particulares, os nossos interesses. Mas, quando uma greve como a dos caminhoneiros ocorrer, despertamos para entender a dependência e o quanto somos limitados em nossa via pessoal. Um bom momento para pensarmos além do nosso "umbigo". Estamos sentindo na pele o quanto o país depende do transporte rodoviário. Cada um de nós, no seu dia a dia, começa a sentir os efeitos da paralisação dos caminhoneiros. Lembrando que o movimento pede a redução de impostos sobre o diesel. Hoje, 48% do preço dos combustíveis representa a carga de impostos.
Na vida social há uma dependência em cadeia, complexa, e que, neste caso, é vital. Por isso, merece respeito. Um tratamento mais adequado. É preciso que se pense no peso dos impostos no país. No caso dos combustíveis, do diesel, o quanto ele impacta sobre a cadeia produtiva do país. Vários estabelecimentos comerc…

Diesel em alta e rodovias em baixa

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As rodovias brasileiras dominam o transporte dos produtos e de pessoas. As rodovias estão em péssimo estado. Com isso, o custo fica elevado por causa da falta de qualidade e o valor da manutenção dos meios de transporte rodoviários. É preciso mudar.O Brasil em uma dependência perniciosa das rodovias. O que não faz bem a saúde da economia do país. Além de 56% dos produtos serem transportados pelas estradas do país, temos uma malha ferroviária ou hidroviária precária e limitada. No caso da primeira, não foi ampliada significativamente desde os tempos da República Velha (1889 a 1930).
Lembro-me disso porque estamos vivendo a manifestação dos caminhoneiros em todo o país na busca de reduzir o preso do diesel. O combustível está em alta, mas as estradas tem baixa qualidade faz tempo. Coloca em risco quem trafega e prejudica o escoamento da produção e a dinâmica das regiões aonde ela chega, ou não chega.
Construir rodovias encantou o então governador de São Paulo, Washington Luiz, em 192…

Regular abertura de supermercados é retrocesso

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Na lógica do mercado, tentar regulá-lo acaba em desastre certo. Quando impedimos que a concorrência gere a necessidade de mudança, aprimoramento, qualificação, estamos comprometendo o futuro. As incertezas do presente é que nos fazem melhor amanhã.
O prefeito de Maringá sancionou a lei que regula a abertura dos supermercados em Maringá aos domingos. Segundo a ela, agora, os estabelecimentos que tiverem mais de cinco funcionários só poderão abrir no primeiro domingo do mês. O horário de funcionamento, aos domingos, será das 8h às 18h. A medida passa a valer em 90 dias. A fiscalização ficará por conta do executivo municipal. Para ouvir e ver comentário sobre o tema, clique aqui. Ao mesmo tempo em que o prefeito de Maringá sanciona, deixa em aberto a possibilidade de voltar atrás se os empresários e funcionários do setor entrarem em acordo através dos seus sindicatos. Também, voltará atrás se houver uma ação judicial exigindo a liberdade de abertura dos supermercados. Além disso, afirma q…

Desqualificação: futuro implacável

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Envelhecer, todos vamos. Mas há um tempo entre a juventude e a velhice. Nele, parte considerável dos brasileiros pode cair na desqualificação e ineficiência. Ficar na dependência de outras pessoas. Isto não é bom. É preciso pensar no futuro. Você já deve estar cansado de saber que o futuro virá e ele cobra seu preço. No Brasil, o envelhecimento da população vai exigir um custo elevado para a sociedade e para o Estado. Um grande número de pessoas dependentes do assistencialismo. O principal motivo, a falta de qualificação.
Sempre falamos do risco que os jovens estão correndo por não se qualificarem. Temos um número significativo da população entre 15 e 25 anos sem uma formação profissional, mais de 70%. A grande maioria não terminou o ensino médio. Esta população corre o risco de ficar desempregada quando tiver em 49 a 59 anos. Hoje, 10% da população nesta faixa de idade está desempregada. E se tudo continuar como está, em 2050, segundo dados do IBGE, eles serão mais de 53% dos brasile…

Comportamento irracional ameaça a democracia

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Parte considerável dos profissionais não tem a dimensão da responsabilidade que tem sobre o que representam. Em sua vida pessoal, nas redes sociais, em ambientes públicos, as pessoas não estão apenas expressando sua opinião, elas expressam o nível e qualificação que tem na vida profissional que exercem.Vereador e policial militar trocam agressões após uma discussão política. O fato aconteceu durante as comemorações do aniversário de Maringá. No centro da contenda estava uma homenagem do partido Patriotas ao juiz Sérgio Moro. Um totem de Moro serviu como objeto de discórdia. O PM afirmou que era um “espanta petista”. O vereador não gostou. De ironia e sarro a discussão terminou em agressão. O policial Roberto Pessuti e o vereador Mário Verri (PT) foram para os “finalmente”, baixaram o nível de suas funções publicamente.
A democracia se garante com o aparato de segurança e com os representantes públicos agindo de forma elevada. Demonstrando o quanto merecem ou exercem suas funções. Me…

Bom negócio, no Brasil, é “vender” dinheiro

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O país vive uma crise, mas não para as instituições financeiras. Elas tem uma lucratividade sustentada no controle do mercado imponto juros elevados mesmo com a taxa selic menor da história, 6,5%. Poucos bancos e muita exploração.
O Brasil já foi o país com a maior taxa de juros do mundo. Mas isto é coisa do passado. Hoje, a taxa Selic é a mais baixa da história, 6,5%. Uma redução, nos últimos dois anos, de 54%. Mas esta queda não chega aos brasileiros. Na prática, os juros no país não caíram mais que 23%. Mas por quê? Boa pergunta.
As explicações são as mais variadas. Se for olhar para a lógica apresentada pelos bancos, o discurso vai desde impostos, inadimplência, encargos administrativos, etc. Porém, o Brasil tem um ambiente financeiro ruim. O número de instituições financeiras diminuiu assustadoramente. Hoje, apenas quatro instituições financeiras dominam mais de 75% do mercado. Nos últimos 10 anos, assistimos ao desaparecimento de muitas instituições bancárias compradas, anexadas…

Somos Afro

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Há em nós um encontro de povos, nações, que nos formaram. O Brasil tem sua sociedade do encontro. Muitos deles com tantos desencontros e conflitos. Porém, há de se admitir, somos o maior país afro fora da África. Mais que os europeus, portugueses, colonizadores e além dos indígenas, que povoavam a terra e viram chegar os demais. Somos negros. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54% dos brasileiros são negros, infelizmente menos de 20% assumem. Entre os mais ricos são 17%. Já, entre os mais pobres eles são 73,2%. Desigualdade desdobrada da escravidão, a qual se encerrou oficialmente em 13 de maio de 1888, ou seja, a 130 anos. Lembrando que o Brasil foi o último país do ocidente a romper com o trabalho compulsório.
A escravidão nos construiu, nos fez. Inna Von Binzer, uma educadora alemã contratada por uma família de um grande produtor de café, ainda na época do Império, relata em sua obra, “Os Meus Romanos”, o dia a dia da vida brasileira com a escr…