Pular para o conteúdo principal

Postagens

Democracia tem obrigações

O voto é um instrumento importante em um país como o Brasil, marcado por desigualdades. Temos que exercitar a cidadania em sua dimensão e fazer escolhas com reflexão. Por mais que há quem defenda que o voto deve ser livre, facultativo, no país que temos, não é a melhor saída para nossos descontentamentos com a política. Precisamos escolher. A obrigatoriedade do voto pode nos irritar, mas o que deve nos deixar mais indignados são as nossas escolhas. Devemos optar por representantes diferentes. Aqueles não sejam fruto de uma opção fundada nos imediatismos sem reflexão.
Toda a crítica feita aos que estão à frente dos cargos públicos tem uma justificativa, o nosso voto. Nenhum deles assumiu o poder sem o respaldo das eleições. Não há ditadores e golpistas nos cargos públicos. Somos uma democracia. Este fato nos coloca no centro da responsabilidade. O mal que vivemos é fruto do mal que fazemos.
Para melhorar, devemos assumir a responsabilidade da escolha, não fugir dela. Se há uma import…
Postagens recentes

Elas decidem, mas não tem poder

No Brasil, as mulheres decidem quem assume o poder, são a maioria dos eleitores. Contudo, elas tem uma representação mínima. A falta de representatividade acaba por permitir a violência. É preciso mudar isso. Elas são a maioria dos eleitores, 52%. Porém, elas não são proporcionalmente representadas. No Congresso Nacional, no Senado, elas são 16%. Já na Câmara dos Deputados, as mulheres são 10%. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mesmo com os partidos tendo que cumprir uma cota de 30% de candidatas.
Esta semana nós comemoramos mais um aniversário da Lei Maria da Penha. Uma vitória no combate a violência de gênero. Reduzir a tendência ao machismo que está na origem de nossa organização familiar. Comportamento que ainda predomina e acaba por influenciar na formação política da população. O poder é associado a figura masculina e não as mulheres. Para ouvir e ver comentário sobre o tema, clique aqui. No levantamento do TSE, feito em junho, mostra que elas também são a porç…

Campanha digital e imediatista

Como será a campanha eleitoral deste ano? Como seduzir o eleitor? São perguntas que muitos candidatos vão responder com estratégias diferentes, que serão avaliadas na hora de contar os votos, que por sinal é eletrônico, apertando teclas. A eleição deste ano tem um desafio, ela será mais curta em ralação ao tempo de TV e rádio. Mas já tem um grande espaço nas redes sociais. Por mais que esta também tem suas regras, difíceis de serem controladas por sinal. Muitos acreditam que a TV ainda vai fazer toda a diferença. Se for assim, temos PT, PSDB e MDB em alta. Seus candidatos vão dominar o tempo nas mídias tradicionais.
A internet pode ser a grande sacada para implantar mudanças e levar os candidatos dos partidos menores ao poder. Mas será? Alguns consideram que os brasileiros serão mais influenciados pela telinha, não acreditam que o dispositivo móvel fará tanta diferença. Mas hoje, a propaganda, a publicidade, já acontece mais nas redes sociais. Para ver e ouvir comentário sobre o tema…

Informação na Prateleira

Como ter acesso a uma informação séria, a verdade? Nas redes sociais, assim como nas prateleiras de mercado, há uma diferença entre o que é oferecido e o que se deve levar a sério. Por isso, nem sempre a primeira informação que aparece merece consideração.
Vivemos o mundo do agora. Não queremos perder tempo com nada que seja trabalhoso, demorado para ser degustado. Nada que cause dissabor nos encanta. Mas a curiosidade no instiga. Vamos sempre à procura do que provoca sensações e se apresenta como uma curiosidade. Neste ambiente e perfil as falsas informações se apresentam atraentes em boas embalagens.
O texto impactante e sua forma de desdobrar com as palavras um passeio excitante vale mais do que a profundidade do que estamos vivendo, lendo, vendo, mergulhando em informações. Não por acaso, mesmo os meios de comunicação, estão preocupados com a estética mais que a essência. Com as pessoas não é diferente. O feio de se ver é associado ao desprezo de conviver.
Agora estamos a volta …

Crise: a verdade de cada um

Uma crise sempre nos apresenta a vida de forma transparente. Pode parecer estranho, mas é. Não há momento melhor para sabermos se somos ou não capazes do que a crise. Os tempos de “vacas gordas”, da abundância, são marcados pela falsa sensação de solidez de sentimentos e relações. Juras de amor são mais fáceis quando materialmente tudo vai bem. Porém, a crise não é para os fracos.
O país vive hoje uma das mais lentas retomadas da economia após a crise que se instalou em 2014. Para o grupo de economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Comitê de Datação dos Ciclos Econômicos (Codade), o país teve uma perda de 8,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e só vai retomá-la em 2021. O país tem um ritmo de crescimento de 0,5% por trimestre. Pouco, lento, para uma economia que cresceu significativamente até 2014. Para ver e ouvir comentário sobre o tema, clique aqui. Alguns fatores de incerteza acabam por piorar o quadro. Um deles é o desemprego, hoje o Brasil tem 13,7 milhões de desempregados. …

Racistas são filhos da miscigenação

Quando vamos admitir nossa origem e entender o que nos faz um povo único. O Brasil é o resultado do encontro entre povos. Aqui, nações, migrações nos deram as inúmeras possibilidades. Miscigenação é o berço de nossa identidade. Construímos ao longo da história a possibilidade de reconstruir a vida do imigrante em uma “terra nova” e, do encontro, um povo novo. Contudo, o encontro nunca pode ser considerado uma conciliação. Ele é fruto do embate, da disputa, da submissão, da invasão. Nossos encontros também foram marcados por “sangue”. A escravidão é a maior demonstração disso. Desumana, gerou a possibilidade de se construir do afro e do europeu a parte considerável do que somos.
Não é difícil de perceber que os mais de 350 anos de escravidão sobre o solo brasileiro ecoam em nossos dias. Nas redes sociais os discursos preconceituosos se multiplicam. Denegrir a cor da pele, associar os problemas do país a questões raciais. O desejo de manter a desvalorização dos negros com uma tentativ…

Envelhecer não é um problema

O futuro nos reserva uma população de 228 milhões de brasileiros, em 2060. Contudo, o ambiente será mercado por pessoas com mais de 50 anos, serão mais de 45% dos brasileiros. As escolhas para adultos contaminará o comércio. E papo de “velho” pode ser inspiração para a produção cultural. Possivelmente as festas de Natal e Ano Novo serão nos clubes e menos em família. Por sinal, ambiente familiar será bem diferente do que assistimos na propaganda de margarina.
Um levantamento do IBGE mostra que as mulheres continuaram sendo a maioria em 2060, serão 51,4% da população. Com uma projeção de a qualificação superior ter uma maioria absoluta do sexo feminino, elas estão com mais potencial no mercado de trabalho. Hoje, a maioria dos universitários é do sexo feminino. Elas desistem menos dos estudos e vão viver mais. Para 2060 a perspectiva de vida das mulheres é de 84,2 anos, enquanto os homens tem uma perspectiva de 77,9. Mulheres com mais instrução e melhor renda tem menos filhos. Vale lem…