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Parlamento: entre a demagogia e a representação

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A política é uma necessidade. Todos fazem política. No estado democrático de direito é a condição ampla de envolvimento da sociedade nas decisões do poder. A representação é uma garantia. Porém, o político se profissionaliza e gera a sensação representativa quando tem como função manter-se no poder.O pai do liberalismo político defendeu arduamente o parlamento. Considerava que o verdadeiro poder é o legislativo. Está mais ligado ao povo, representa diretamente seus interesses. São os parlamentares que vivem em contato constante com seus representados, com os cidadãos. Logo, sabem expressar suas necessidades de forma mais intensa. Porém, Locke alertava para a não remuneração do parlamentar e sua necessidade de após um mandato retornar as fileiras do povo. Também, só deveria ser convocado em tempos de crise.
A principal preocupação do pensador inglês era com a ascensão da demagogia do líder parlamentar, caso ele se perpetuasse no poder. Se ocorresse sua permanência, o legislador defen…

Mercado não se regula

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Um dia vamos perceber que a retórica de defesa do miserável é, quase sempre, discurso de quem deseja mantê-la. A miséria sustenta a acessibilidade ao poder dos que tem no paternalismo a forma de se fazer na vida pública. A esquerda latino-americana, carregada de um discurso religioso, busca encobrir com a santificação a falácia da proteção. A injustiça deve permanecer, o injustiçado deve manter-se, assim se mantém a lógica perniciosa do autoritarismo dos falsos “salvadores da pátria” com suas “botinas” sobre o povo miserável.Maringá acumula índices de qualidade de vida e potencial de consumo. O potencial da cidade está na 41ª posição no ranking nacional, segundo a IPC-Maps. Ainda com dados deste instituto, a cidade movimentou no ano passado mais de R$ 13 bilhões. E este ano tem a possibilidade de aumentar este potencial em 10%. Vale lembrar que o consumo em Maringá envolve também moradores de outras cidades. Quem quer segurar este crescimento?
A Câmara de Vereadores de Maringá tem se…

Venceu o populismo e perda de tempo

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Há quem se disponha a resolver problemas, também os que se alimentam deles. Na política esta lógica é comum. Sempre haverá os miseráveis e eles são necessários para quem defende suas causas que nunca se resolvem. Se um dia superarmos a miséria, o que será dos que vivem da exploração política dos miseráveis?Em sessão realizada ontem a noite, a Câmara de Vereadores de Maringá, aprovou o projeto que regulamenta a abertura dos supermercados e hipermercados aos domingos. Agora, a autorização para a abertura dependerá da autorização do executivo municipal. Negociação que podem ser feita com os sindicatos que representam os interessados, patrões e empregados.
Uma medida populista sem compromisso com o futuro. A questão é não perder a imagem da bondade com quem passa por apertos imediatos, mas não será salvo ao longo do tempo. Os vereadores aprovaram uma lei que evita a realidade e promove a falsa ideia da garantia temporária de sobrevivência, sem perspectiva de vida longa. Os pequenos merc…

Mensalinho: vícios do poder

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A corrupção não é algo isolado. Não se apresenta em um lugar determinado como raridade se não for prática abusiva e propagada. Quando uma pequena cidade apresenta corrupção na administração municipal isto é o sinal de que ela é apenas uma expressão de algo que se dá em uma proporção bem maior.Uma cidade pequena do centro-oeste paranaense, Luiziana, está nas manchetes dos jornais. Ela é algo de investigação da Operação Tália. Foram 19 mandados cumpridos pela Polícia Civil na cidade.
O fato é que funcionários da prefeitura eram obrigados a entregar parte do pagamento para um “caixa 2” usado para financiar a campanha eleitoral do prefeito. Enquanto o mensalão dava subsídios a parlamentares, por exemplo, o mensalinho de Luiziana tirava dos funcionários para bancar a permanência do prefeito. Na miséria de uma cidade sem recursos, o dinheiro tem que ser tirado de quem vive de pouco e necessita do emprego público. Para ouvir comentário sobre o tema, clique aqui. Luiziana é dependente do Fun…

Política necessária

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Política é ato cotidiano. Faz parte da vida humana. É da nossa espécie agir, se relacionar e buscar atender interesses. Jovens devem se interessar pela política. Se queremos inovar, mudar, os jovens devem ser parte fundamental de uma atitude política diferente, nova. Jovens resistem à política. Consideram as questões partidárias ou os homens públicos indesejáveis. Há um ambiente de descrédito. Porém, também há a esperança, a busca de renovação. Contudo, neste ambiente, o temor é a novidade. A aparente mudança que só vem na estética e não no conteúdo.
Neste clima, os jovens se esquecem de que se querem mudar, a mudança flerta mais com eles do que com quem já está no “jogo do poder”. A política é necessária. A lógica da força recruta a todos sem perguntar se desejam ou não. Mesmo os que se isentam estão no jogo político. Quanto mais inconsciente se participa deste jogo, a condução alheia é cada vez maior. A isenção tem preço caro, a imposição.
Infelizmente, pela “rasa” maneira de se e…

Supermercados: ameaça ou oportunidade?

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Oportunidade, muitas vezes, é resultado de uma crise. Quando se tira a zona de conforto o "chão parece se abrir". Para alguns desespero, para outros reinvenção. Mudanças existem e não pode ser contidas. O que temos que aprender a saber crescer para não morrer com a mudança.Retornar o debate sobre a abertura dos supermercados aos domingos. Uma pesquisa feita pela Data Vox, encomendada pelo setor supermercadista, mostra que a maioria dos maringaenses deseja que os grandes mercados funcionem aos domingos e feriados, 59,3%. Pela pesquisa, 42,2% dos entrevistados tem o hábito de fazer compras nestes dias. O dado mais intrigante é que mesmo católicos que se consideram praticantes, 42,7%, são favoráveis a abertura dos supermercados aos domingos e feriados.
Mas a abertura trará problemas e desafios aos microempresários que atuam nos bairros com seu comércio. Segundo levantamento da Consultoria Júnior da UEM, 86% dos comerciantes são Microempreendedores. Destes, 81% abrem todos os d…

Estado Nacional: entre a nação e o poder

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Aqui vai mais um texto voltado a formação do poder do Estado Nação. A longa e curta jornada do Estado Nacional. Hoje em crise, mas fundamental para a formação do mundo contemporâneo. Um texto para refletir. A formação dos Estados Nacionais Modernos foi um processo longo. Iniciado ainda em pleno feudalismo, mas demonstrando a decadência das forças que sustentaram o sistema agrário que perdurou mais de mil anos na Europa. Por isso, não se pode negar a importância da dinâmica comercial que deu origem ao capitalismo na formação do Estado Nacional.
A constituição de um território determinado sob o comando do Estado não foi uma organização padronizada. Em cada constituição do poder em um determinado espaço e sociedade, o Estado Nacional se formou com características próprias. Há semelhanças e não padrões absolutos. Por isso, o estudo do poder em um determinado Estado Nação depende do conhecimento dos elementos que formaram e sustentam o seu poder.
A importância de entende a diferença entre …