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Aparência engana


O usuário de drogas deixou de ser um elemento de fácil identificação. Ele é um ser do cotidiano, está ao nosso lado, um de nós. Caminha pelas ruas e frequenta os ambientes que frequentamos. Sua condição na vida social, na estética, é de aparência normal. Ele não seria detectado pela sua conduta profissional ou escolar, mas no ambiente doméstico.
Dois pés de maconha foram encontrados pela polícia de minas gerais, um na casa de uma médica e outro com um homem de 57 anos. Tinham vidas normais, mas na vida privada saboreavam a droga. A médica justificou o nascimento da planta por acaso, já o senhor de 57 anos assumiu: "plantei por estar cansado de comprar o produto nas ruas". 
85% dos consumidores de drogas são das classes A e B. Só está última é responsável pelo consumo de 70%. Há um aumento significativo de dependentes pela redução do custo do produto no mercado e pela presença das drogas em ambientes inesperados. Alguns têm em casa a matéria prima, os meios de transformação e são assíduos consumidores.
Porém, os jovens representam a maioria dos que usam drogas, eles também levam uma vida normal. Alguns estão engajados na luta contra as drogas nas igrejas, movimentos estudantis e outras formas de organização da sociedade civil. Contudo, quando chegam ao ambiente doméstico denunciam sua essência. Consomem o que negam na vida coletiva, são agentes do problema que dizem combater. O lamentável é que muitos acreditam.

Comentários

  1. As pessoas vem perdendo a vergonha de assumir seus atos,mas não as consequências que tais atos causam, como ao consumir drogas. São os mesmos hipócritas que participarão de passeatas contra a violência, campanhas como do desarmamento, etc..; e assim vivemos em meio a tanta violência.

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