Quando passado condena

O ex-deputado José Borba foi condenado pela Justiça por reajustar o salário de servidores municipais de Jandaia do Sul em período eleitoral. Teria sido, segundo a interpretação da justiça, uma artimanha para favorecer o seu candidato, também seu vice-prefeito na época, Dejair Valério.
Contudo, a condenação de Borba como homem público pelo Poder Judiciário vem se acumulando, seja por processos ou por condenações. O ex-deputado amarga um currículo manchado. Uma "ficha suja".
O que não se pode negar é que Borba tem seus eleitores que lhe dão respaldo e alimentam sua vida pública, mesmo que sem lógica se formos considerar o desrespeito ao patrimônio público que o ex-deputado e ex-prefeito carrega no currículo.
Borba é uma expressão da forma de se fazer política. Um político com contatos e sem medo de se impor. Sua confiança em agir de forma irregular com tanta frequência demonstra que o ambiente lhe favorece. Isto é uma confirmação de que não está só. Ele não é uma exceção, por isso sua prática tem que ser entendida como regra.
O ex-prefeito de Jandaia do Sul merece a condenação, seja a decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado, seja a que recebeu agora, pelo TRE. O que precisamos considerar é que ele é um sintoma e agente de uma doença, uma cadeia de relações dentro da máquina pública que está corrompida. Este deve ser o alvo da Justiça e do cidadão.

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