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Quanto vale a tristeza?

O comportamento social de consumo é um dos temas mais intrigantes da sociedade atual. A relação entre a emotividade e o consumo tem se tornado um desafio para a economia pessoal, mas também para empresas e, até mesmo, governos. Consumir em excesso se torna um busca, independente do que se consome.
A relação entre emotividade e consumo não é um fenômeno novo, mas intensidade que se apresenta em nossos dias é intrigante. O culto ao bem de consumo está nos espaços onde buscamos satisfazer a nossa mais simples vontade. Seja no shopping ou no hipermercado, os objetos são os "artistas principais" que expressam perfeição. Nossas deficiências nos levam a adquiri-los para nos completar. Nossas lacunas são preenchidas pelo bem exposto nas vitrines e gôndolas de forma planejada para seduzir.
Se no passado os armazéns expunham com acaso os bens a serem vendidos, o acaso aparente dos ambientes de consumo da atualidade nada tem de coincidência, mas sim de encontros que induzem ao desejo de adquirir e satisfazer a vontade mais pueril.

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