Pular para o conteúdo principal

O não trabalho

O excesso de estado atrapalha a vida, quando usado, as vezes cria vícios. Esta é minha opinião sobre o que está acontecendo em boa parte da Europa Ocidental hoje. Os países de uma das mais fortes economias do mundo tem seus banqueiros com cofres abarrotados de dinheiro, mas que não investem em seu próprio território.
A lógica de quem ganha dinheiro é aumentar cada vez mais seu capital. Bancos investem em economias seguras e que rendam algo mais que a quantia aplicada. A Europa não tem sido este lugar. Os países emergentes sim. Brasil, China, Índia e Rússia são territórios onde "bons negócios" surgem. Contudo, não causam um efeito benéfico se não forem bem administrados.
Dinheiro não é tudo, mas é o meio para se alcançar a condição necessária de sobrevivência para a maioria. A forma como é usado pode definir em um futuro de médio e longo prazo o destino de toda uma sociedade. Temos que incentivar o mercado, temos que promover a produção de riqueza e qualificar, principalmente, pessoas para que sejam o melhor investimento.
Desperdiçarmos oportunidades de crescimento atendendo a necessidades imediatas não faz bem a nenhum empreendimento, como também a qualquer família. Imagine pais que atendem ao qualquer desejo de seus filhos e não tem um planejamento a longo prazo para poder lhes garantir a independência. O futuro será desastroso e não é preciso nenhum vidente para prever isto. Na macro economia não é diferente. Hoje vivemos de incentivo ao superficial e não ao essencial. Temos acesso fácil a bens de consumo e não as condições de qualificação para sobreviver no mercado.
Agora, há pouco, li uma declaração de Maurice Taylor, ele é presidente da fábrica de pneus Titans. Foi procurado para comprar uma unidade da Goodyear na Europa. Ele respondeu: "Como posso comprar esta fábrica onde se trabalha três horas, se descansa uma e se conversa nas outras três?".
Os estados europeus deram aos seus cidadãos tudo pela via pública, agora não conseguem exigir nada em troca e não tem nada a oferecer ao mesmo capital que transformou o continente no berço da civilização planetária.
Por isso, temos que ficar atentos a quanto vale o futuro e qual o verdadeiro valor do presente.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Paraná não é Maringá

Alimento pela cidade que eu nasci um imenso carinho. Maringá é uma cidade que se fez e se faz. Há realmente um espírito associativo. Ele é ligado ao meio privado, empresarial. Isto é fato. Mas tem um estímulo de organização e representação eficiente. O que faz de Maringá uma cidade diferente. E ela é. Em diversos índices a cidade está entre as melhores do país. Potencial de consumo, o qual é retratado pelo Anuário a Grande Região de Maringá, divulgado a cada dois anos pelo Grupo Maringá de Comunicação. Ele comprova isso. Os dados são levantados pelo IPC Maps. Lembrando que o Produto Interno Bruto da cidade cresce mesmo quando o país não.
O Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá, o Codem, tem investido no planejamento em longo prazo. Agora, o Masterplan aponta para um crescimento até 2047, quando a cidade irá fazer 100 anos. Até agora, o planejamento teve um investimento de R$ 1,5 milhão. E vale a pena. Há muito mais por vir. E ele não tem custo para o poder municipal. O qua…

STF pode fazer justiça e ser inconstitucional

Não se pode ser ingênuo. O país vive uma legislação apartada da população. Para quem a lei vale? Não para todos. E se vale, as brechas na lei somente para alguns. A defesa dos réus permite a liberdade de quem pode recorrer. O julgamento do ex-presidente Lula não é um caso isolado, tem que ser entendido na histórica desigualdade de tratamento pelo poder em relação ao cidadão. A Constituição Federal, humana, permite desumanidades. No país teve inúmeras manifestações contra o ex-presidente Lula, na defesa da prisão em segunda instância e em defesa da Lava-Jato. O país clama por justiça. Mas o que é justo? Quando se pensa na corrupção dos homens públicos e os que deveriam ser presos a injustiça é maior. Para ouvir comentário sobre o tema, clique aqui. O dinheiro desviado por corrupção tira dos cofres públicos recursos vitais para salvar da miséria e da marginalidade muitos. Destes, os que acabam se transformando em bandidos e são presos sem dinheiro para recorrer a todas as instâncias. Q…

Conservadorismo não é nazismo

Vivo em defesa do bom liberalismo e dos bons conservadores. Me incomoda profundamente um país que confunde conservadores com extremismo e neonazismo. Esta defesa do extermínio, da perda de liberdade, da violência que combate a violência. Nada disso tem relação com a conservação das instituições, das leis e da liberdade. Há uma confusão entre a preservação das instituições e o radicalismo que prega o extermínio da oposição ou de tudo o que se opõe. Na limitação de compreender a dinâmica do poder e que fundamenta nossas mazelas, há os radicais que consideram a destruição a melhor saída. Não é! A ousadia é mudar dentro do que se tem de mais precioso, a democracia.
Incrível perceber que radicais desejam o retorno da ditadura. Ao mesmo tempo há os que defendam a eliminação dos políticos de esquerda e, outros, até da própria esquerda. A implantação de um governo autoritário é típica da pobreza submissa do latino-americano. Faz parte das raízes de um continente governado por caudilhos, noss…