Consumidor cidadão

Tudo bem, consumidor não é a única condição de um cidadão. Isto é uma verdade. Mas temos que considerar que boa parte do que fazemos em nossa vida envolve o consumo. Estamos sempre nos relacionando com objetos que atendem aos nossos interesses. Em muitos casos, por sinal, eles são mais interessantes em nossa relação que parte considerável dos seres humanos, isto é uma verdade para uma boa parte de quem convive com a parafernália adquirida no mundo do mercado. O celular, a câmera digital, o televisor, os jogos de videogame, o notebook, nada parece superar a harmonia entre o homem e os bens de consumo pessoais.
Por isso, se quiser tocar nossa ferida, mexa com o consumidor. Se como cidadão nos importamos pouco com nossa condição, como consumidores esbravejamos. Queremos um tratamento adequado. Podemos considerar que na hora do consumo sobre uma majestade. Nada pode nos faltar. Mas quando estamos diante dos serviços que contratamos ou do uso diário do bem que adquirimos, percebemos que o tratamento monárquico é limitado.
As empresas ainda não aprenderam a trabalhar com o consumidor em sua relação com o bem de consumo como um instrumento de oportunidade de venda. A vida feliz com meu objeto de desejo me faz querer renovar a felicidade com um nova aquisição. Parece que quem vende não está preocupado com isso.
O estímulo para uma nova compra pode ser antecipada se minha relação com o bem de consumo dor cumprida o mais próximo do que idealizei. Algumas empresas parecem esquecer do pós-venda. Do saber como está a relação entre o ser humano e o objeto que adquiriu. Se perde um grande filão de mercado com isso, o ser hipnotizado e convencido que adquiriu mais do que um instrumento que supre necessidades, mas a magia de "felicidade" que acresce a sua existência.

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