Consumo é política de Estado

A presidente Dilma Roussef, em seu último pronunciamento a nação afirma que a qualidade para o consumidor é uma preocupação não só do governo, mas é uma política de Estado. Este posicionamento não é novo, apenas segue uma tendência que em diversas partes do mundo ocorre. Consumir passa a ser uma prioridade na busca de ter um eleitor fiel.
Esta prática não é exclusiva de Dilma Rousseff, mas de seu antecessor. A busca por dar a sensação de bem estar facilitando o acesso ao consumo justifica a afirmação de transformar o ato de consumidor em uma prioridade. Em campanhas eleitorais esta medida monstra eficiência, e é isso que a presidente está fazendo.
O bem-estar deixou de ser a busca por uma estrutura duradoura e passou a ser a garantia à maioria da população de condições de compra. A preocupação com a manutenção de um mercado interno atraente passa pelos incentivos públicos e pelas linhas de crédito. Estas duas medidas andam juntas há um bom tempo. Crédito consignado e para aposentados são medidas governamentais  que demonstram a potencialização do poder de compra. A renda continua baixa, mas o crédito dá a sensação de sua multiplicação. Em levantamento recente do Serasa Experian, a busca por crédito é maior pela população de baixa renda, exatamente a que tem a falsa sensação de melhora do poder de compra.
Se a lógica básica do capitalismo ainda for eficiente, podemos considerar que o sonho de consumo tem prazo de validade. O dinheiro não se multiplica sem trabalho e renda, o que é diferente de crédito e dívida. Resta saber qual será o preço da conta a ser paga quando o "milagre da multiplicação do consumo acabar".

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