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O Brasil é uma eterna promessa

A economia brasileira ainda tem muito o que melhorar para se transformar em uma oportunidade de fato. O que assistimos como otimismo é um desfile de produtos oferecidos no mercado que nos dão uma sensação de bem-estar. Contudo, falta muito para qualidade de vida ser transformada em bens de consumo.
A fantasia da satisfação na falsa capacidade de consumo faz com que o país resgate os discursos de progresso ao longo de sua história. Do desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek marcado pela presença das montadoras de veículos e eletrodomésticos ao período do "milagre econômico" da ditadura de Emílio Médici, o país convive com a promessa da potência do futuro. Me lembro como se fosse hoje, mas foi na década de 1970, quando os chineses estavam aprendendo português para poder se preparar para a nosso sucesso definitivo na economia mundial. Hoje, o mandarim abre portas.
Ontem, a presidente Dilma Rousseff anunciou a retirada de tributos federais da cesta básica. Ato positivo, mas veio tarde. Hoje, a medida tem mais a intenção de combater a inflação e não permitir a redução do custo de vida e promover a melhora na renda das classes populares. A mensagem é clara, estamos usando de todos os meios para não perder o controle sobre a economia.
A obra de controle inflacionário iniciada com o Real está ameaçada? Não, mas hoje é mal administrada.
Quando se falava que o presidente Lula administrou o país em uma onde positiva da economia mundial, houve críticas. Porém, não é difícil perceber que a economia mundial vive uma crise resistente e com efeitos intensos e extensos. Nós estamos sendo salvos por uma parceria com a China, senhora de nossa economia. Mas, mesmo esta sorte pode mudar. Por isso, é preciso reagir, ou esperar o pior.

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