Armados inconsequentes

Em uma reportagem da Agência Brasil os números do desarmamento são positivos. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a venda de armas caiu 40,6% no país http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-04-01/venda-de-armas-de-fogo-caiu-406-apos-estatuto-do-desarmamento . Os dados demonstram, também, que apenas na região sul ocorreu um aumento na vende de armas entre 2003 a 2012. No restante do país houve queda. O desarmamento deu certo.
O porém da questão está em quem continua comprando armas no país. A maioria são homens, entre 20 e 30 anos, da Classe C e com pouca escolaridade. O perfil é emergente, de baixa qualificação. Acredito que pela falsa ideia de segurança, o que pode custar caro por não saber utilizar adequadamente o armamento. Porém, independente da faixa de idade, andar armado não é solução, nem resposta a insegurança. Uma ilusão considerar que a arma protege. A vítima mais provável do armamento é o dono.
A crítica que se faz aos norte-americanos, sempre usados na comparação quando o tema é porte de armas, também não cabe. Eles vendem as armas no varejo e com pouco pré-requisito a quem deseja possuí-la, mas vale lembrar que o número de armas ilegais e baixo. Já, as armas legais se sabem onde está. No Brasil, o montante de armamento ilegal que circula é incontável e muitos que não deveriam andam armados.
Nas residências, as armas fazem vítimas entre os familiares, muitas vezes crianças. Pais armados que desejam proteger a prole trazem para dentro de casa o instrumento do extermínio. Quantas vezes nos noticiários dos telejornais o relato de um disparo acidental de uma arma provocado por uma criança. Avançamos no combate a violência desarmando, mas ainda estamos longe de conter o acesso fácil a arma pela ilegalidade. Um descontrole perigoso onde a principal vítima é o inocente.

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