Homoafetividade avança, apesar de Feliciano.


Nesta quarta-feira (3) três fatos marcaram o dia, o Tribunal de Justiça do Paraná ampliou o direito dos homoafetivos, agora eles podem iniciar o processo de casamento da mesma forma que os heterossexuais, sem necessitar de uma autorização judicial. O outro fato foi a declaração da cantora Daniela Mercury que assumiu sua homoafetividade, ela declarou que se casou com uma jornalista baiana. O terceiro, que também ocorreu, infelizmente, veio do deputado Marco Feliciano (PSC), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados, ele impediu que a população assistisse as reuniões da Comissão. Enquanto Daniela Mercury sai do armário, Feliciano não sai da Comissão de Direitos Humanos.
A cantora de axé disse que está soltando o amor aos 7 ventos e espera que isso faça com que a lucidez chegue à Câmara dos Deputados. Foi um “tapa na cara” de Feliciano. Ela demonstrou a liberdade de escolha. Um direito de assumir a homoafetividade que parece ferir o presidente da Comissão de Direitos Humanos. Esta é a contradição entre a liberdade que se amplia e um autoritarismo que quer infantilizar o direito de escolha.
A liberdade de escolha deve ser preservada. Infeliz de quem não tem competência para ser livre. Marco Feliciano quer tratar uma questão séria de forma infantil. Impedir o direito de se viver como se quer não é saudável. Autoritários se impõem sobre o direito de escolher por temer a escolha que quem está livre estão fazendo. Ao combater a homoafetividade, o deputado declara estar fora de lugar, um medieval na contemporaneidade. Já, Daniela Mercury, ao declarar seu relacionamento, exercita a liberdade e demonstra a importância de não ceder, mas responder a altura, a tirania de Feliciano com a coragem de Daniela.

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