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Me diga com que andas e te direi...


A presidente Dilma Rousseff apresenta seus primeiros sinais de desequilíbrio. O que muitos consideravam que seria a dama de ferro brasileira, agora demonstra falta de pulso com o próprio país. Suas fraquezas são compreensíveis diante das alianças que promoveu para chegar ao Planalto. A preferida de Lula não tinha lastro político o suficiente para atingir o poder com as próprias pernas, ter sido levado pela quantidade de braços que lhe deram suporte agora tem um preço, amargo por sinal, o maior deles, o PMDB.
A política do estado elefante cresce sensivelmente. O clientelismo, os acordos para amarras políticas que antecedem a necessidade econômica corroem a máquina pública. Ela está inchada e todos estão pagando por isso.  Agora, a desestabilização da economia demonstra ser o calcanhar de Aquiles que pode derrubar o sonho da presidente que busca a reeleição.
 Esta semana, o aumento da taxa de juros (7,5%) e as medidas de impostos tomadas pelo governo em setores em crescimento, como o caso do portuário, deixa o país frágil para os investimentos externos. Neste começo de ano caíram os investimentos estrangeiros, os que vieram se concentraram no setor de serviços. A produção dá sinais de paralisia. O que é engraçado, diante de uma demanda que aumenta. A falta de investimentos em pontos importantes, como a infraestrutura e na isenção em setores vitais explica o que agora podemos chamar de colapso.
Para coroar a semana de desencontros e atos de erros, um encontro. A presidente brasileira se reuniu com a da Argentina, Cristina Kirchner. Nunca a frase: “me diga com quem andas que te direi que és” valeu tanto. O governo portenho atravessa problemas de inflação, falta de investimentos externos, as empresas brasileiras estão se retirando do país, e, é claro, tem baixa credibilidade. Eles seriam nós amanhã?
Bom, caso isso aconteça, só há uma coisa a fazer, aconselhar a presidente a tomar cuidado com as “mas companhias”.

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