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Pirataria faz de Apucarana um Caribe

Durante a história da navegação nos séculos XVI a XVIII, o Mar do Caribe era considerado o paraíso dos piratas. Lá eram enterrados os tesouros saqueados, negociados prisioneiros e o esconderijo de muitos capitães temidos pelo comandantes das naos das nações europeias. Se fez histórias e lendas sobre baús, batalhas e mapas.
Mas se os piratas temidos e românticos da navegação já não existem mais, a pirataria não cessou, por sinal cresceu. No mundo da internacionalização da economia, determinados produtos e símbolos ganharam os "sete mares" do mercado. E os piratas não perdoam. Eles sequestram os símbolos e infestam o mercado com cópias fiéis e infiéis dos produtos que são desejos de grande parte dos consumidores em todo o mundo.
Em Apucarana, o Gaeco prendeu empresários e policiais envolvidos em uma rede de pirataria nacional. Até o delegado da cidade está envolvido. Os membros da segurança pública recebiam propina para encobrir a irregularidade. A proporção de empresas e empresários que estavam envolvidos dão a dimensão do empreendimento, mais de uma dezena. A rede envolvia a revenda de produtos falsificados em São Paulo, mas também em outras cidades do país.
A naturalidade com que se tratava a irregularidade na cidade paranaense da a dimensão do sucesso de comprar a cópia pelo original e de fazer a pirataria com a cumplicidade de quem deveria denunciar. No mundo do amor a marca a busca pela realização do consumo incentiva ter o falso sonhando com o verdadeiro. Quem vendia o falso ganhava o bastante para comprar o verdadeiro.
Mas há um mar de consumo aberto a pirataria. Eles estão nos mares do mercado e há muitos "Caribes" que servem de refúgio aos falsificadores. Esta batalha não tem fim, mas deve ser feita para evitar uma concorrência desleal entre o original e sua cópia canibal, mata a marca que tenta copiar.

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