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Cada um com seu peso



Não sou especialista, tenho minhas dificuldades de entender o que muitos chamam de mundo corporativo. O que considero importante é que a atividade profissional é uma extensão de nossa vida pessoal, por muitas vezes, ela mesma. Realmente, se há um super-herói que consegue separar o ambiente de trabalho e o da vida pessoal, ele merece um prêmio ou de ser chamado de “duas caras”.
O equilíbrio me parece ser a busca que cada um de nós tende a almejar quando se fala de trabalho e vida pessoal. Ter um comportamento que satisfaça os dois mundos sem que um anule o outro. Mas quem nos acompanha na vida doméstica é sócio do mundo do trabalho. Não poderá viver apenas com a parte agradável dos benefícios do ócio, mas terá que conviver com toda a responsabilidade do ofício.
Mas por que estou escrevendo isso? A razão é simples. Vejo-me sempre tentando conciliar o interesse de uma coletividade com a qual me relaciono. Os habitantes da minha vida privada e profissional. Tento equacionar os interesses destes dois mundos em um único ato, o meu. Uma beira de egocentrismo com justificativa filantrópica. Porém, tenho descoberto que não é minha responsabilidade ou competência resolver as mazelas do que não me pertence.
Venho então, refletir de forma rápida pela busca do equilíbrio. Desta forma, a primeira coisa a se fazer é colocar ao outro o que lhe pertence e trazer para minha responsabilidade o que é obrigação e direito. Colocar sobre a mesa os interesses comuns e definir o campo das coisas de desejo privado. Assim, poderei ter a ideia do que é uma escolha minha e o que eu, assim como os outros, transfiro para alguém o que não sou capaz de carregar sobre meus ombros.
Maturidade é ter pernas para levar a vida e suas escolhas, quem não as tem que repense aonde quer chegar.

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