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Retrocesso viário.

O trânsito é um motivo de crítica no país. Em alguns lugares toma parte considerável de nossas vidas. O deslocamento nunca foi tão demorado, ao mesmo tempo, irritante. Semana passada assisti a um documentário na internet sobre dicas do que fazer quando se está em um engarrafamento, condenado a esperar por mais de uma hora para chegar ao destino. As opções de passa tempo iam desde jogos de dados, baralho, kit de maquiagem, etc. Tudo o que se pode fazer para não perceber que transformamos o meio de locomoção em uma tortura diária.
Porém, acreditava, que morar em uma cidade média, planejada, onde desde sua origem suas vias já apresentavam soluções avançadas, fosse evitar conviver com o caos no trânsito. Ledo engano. Ela também está atingida pelo excesso de veículos e falta de uma ação mais firme do poder público. 
Estou falando de Maringá. Isto mesmo, a cidade planejada e orgulhosamente divulgada como um exemplo de qualidade de vida está mergulhada em um trânsito irritante. Mesmo com sistemas binários adotados nos últimos anos que não conseguiu colocar fim ao congestionamento.
Mas onde estaria o retrocesso à que este texto se refere no título?
Maringá tem um número significativo de rotatórias, o que demonstra um planejamento moderno e que considera necessário garantir um fluxo eficiente no tráfego de veículos. Elas são uma resposta eficiente quando se fala de cruzamento de vias de grande movimento. Mas, recentemente, se colocou semáforos para a acesso as rotatórias. O que é "ridículo". Colocamos o velho problema na tradicional solução.
Se a justificativa é que os motoristas não sabem se comportar na rotatória, acabam avançando a preferencial e os carros se acumulam sem conseguir fluir o trânsito, a resposta é simples, em Maringá há um número imenso de semáforos de quarteirão em quarteirão. É impossível andar mais de 200 metros sem ter que parar em um deles. Em horários de trânsito intenso a situação piora.
Maringá precisa inciar a instalação de vias elevadas e rápidas, com capacidade de deslocamento de veículos que ligue pontos de maior movimento e retire o trafego do centro da cidade. Estas vias elevadas devem ter saídas para as diversas regiões da cidade. Em cidades onde há um número elevado de veículos esta saída tem se mostrado eficiente.
Fica aqui a crítica e a sugestão para uma cidade que "ama" o automóvel e deseja mantê-lo por muito tempo como sue principal modal de transporte urbano.

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