Sonho e pesadelo

A telefonia móvel é marcada pela venda no paraíso e a convivência no inferno. Os aparelhos celulares são hoje um instrumento da diversidade. As ferramentas que são oferecidas nos chamados smartphones encantam e atraem. A estética dos aparelhos os transformaram em acessório da roupa, das pulseiras, dos brincos, dos óculos... Há para todos e de todas as formas.
Contudo, porém, ao sair da loja com seu "novo brinquedo"
, a maioria dos consumidores vai desvendar o "lado oculto" da telefonia móvel. O que não se denuncia nas lojas onde os aparelhos são vendidos, a falta de serviço.
TIM, uma das operadores que lideram o mercado, no Paraná ela detém o primeiro lugar em número de aparelhos, recebeu semana passada uma multa de mais de R$ 9 milhões por derrubar as ligações de telefones pré-pagos. Sempre lembrando que esta modalidade de telefone móvel domina o mercado nacional. Mas ela não está sozinha, Oi, Vivo e Claro já tiveram multas aplicadas. Todas as operadoras buscam se livrar da punição recorrendo a justiça para não pagar a multa.
Esta semana, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou o resultado de uma pesquisa de satisfação dos usuários da telefonia. A média, que era medida de pontuação de vai de 0 a 100, denunciou o descontentamento usuário.
Comparando dados de 2002 com 2012, a pontuação da telefonia móvel teve uma queda na avaliação absurda. Em dez anos saiu de 77,5, para 53,7, ela está reprovada.
A ironia desta medida é que a modernização dos aparelhos e sua eficiência em mecanismo e serviços cresceu, mas o funcionamento satisfatório diminuiu. As redes e torres de transmissão não cresceram e estão congestionadas. Vende-se um serviço, mas não tem capacidade de entrega.
Um ato na luta contra a ilusão da telefonia móvel seria fixar a nota das operadoras na pesquisa da Anatel nos postos de vendas de celulares. Uma forma de alertar sobre o que se compra e a diferença do que se leva.

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