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Futuro incerto: para micro e pequenas empresas

O Brasil é um país marcado pela dificuldade de empreender. Um dos elementos que mais desanima é a carga tributária. Porém, há outro que é fatal para a sobrevivência das micro e pequenas empresas, o capital de giro. Ter condições de manter o funcionamento da empresa em um mês sem depender do pagamento dos clientes. 52% dos empresários micro e pequenos reclamam desta condição, segundo o 44º Indicador de Atividade da Micro e Pequena Empresa.

Hoje, as linhas de crédito para capital de giro são restritas. A grande maioria dos empresários que mais necessitam tem algum problema cadastral que os impede de ter a salvação do seu empreendimento. Irônico, o crédito é aberto a quem não precisa.

Em reportagem de Luciana Peña, sobre o desemprego e a busca de um retorno ao mercado de trabalho, as vagas esperadas no final de ano não serão tantas quanto os desempregos imaginavam. O grande empregador é o micro e pequeno empresário. Exatamente aquele que vive a insegurança de sobrevivência em um período em que muitos têm esperança com a venda de final de ano. Se ele manter os funcionários já será uma vitória.
Micro e pequenas empresas sofrem sem linha de crédito e são discurso constante da classe política
Segundo dados do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Empresa, 69% dos empresários terão dificuldade para cumprir o 13º salário de seus funcionários e 17% admitem que irão atrasar o pagamento. Este dado é um efeito dominó em uma economia marcada pela inadimplência.

Ou se valoriza a micro e pequena empresa nos país ou vamos assistir um problema econômico ainda maior. Se existe um setor que merece incentivo são as empresas de pequeno porte. Pelo efeito social que geram, pela distribuição de renda que promovem.

Ouça o comentário sobre o tema na CBN Maringá:

http://www.cbnmaringa.com.br/page/noticias_detalhe.asp?cod=249067

Veja vídeo sobre o tema:



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