Formação do Estado Nacional Moderno

A formação do Estado Nacional Moderno é um dos momentos mais importantes da consolidação da sociedade e da economia contemporânea. As organizações do poder nos territórios nacionais estabilizaram as relações econômicas e garantiram o estabelecimento da sociedade com a representação do poder no poder estabelecido no território nacional.
Max Weber em especial tinha interesse significativo na formação do Estado Nação. A Alemanha, sua terra natal e na qual ele acompanhou a unificação dos estados germânicos, foi seu objeto de estudo e estímulo para a compreensão da política, da lógica econômica e a sociedade em relação ao poder.
Uma das primeiras questões tratadas por Weber foi a questão da liderança. O que ela significa e como pode ser compreendida no exercício do poder no Estado Nacional. Por isso, ele considera que ela deve ser entendida na construção das relações sociais. Há uma herança no poder, fruto das condições que o construíram e como ele se consolida diante da sociedade sua autoridade.
A liderança tem sua história. Ela se constrói de forma a legitimar as forças e a autoridade submetendo seus rivais. Ela é respeitada em determinadas condições, em lugares dos mais diversos. O estado se coloca em um exercício constante de respeito, obediência e autoridade. Esta construção, como ela se dá?
Weber inicia seu trabalho falando da liderança. Ela pode ser exercida nos mais diferentes níveis. Mas o que lhe interessa é falar da liderança dentro do Estado. Para isso, se faz necessário a relação entre a formação do Estado e a condição de comando.
O Estado se constitui como um agente da força física, da repressão, para estabelecer o poder sobre um determinado território. Porém, o que faz com que as pessoas subordinadas a este governo aceitem sua liderança são variadas. É neste momento que Weber apresenta as três formas puras de liderança: TRADICIONAL, CARISMÁTICA E RACIONAL.
Quando se pensa na liderança tradicional, ela está ligada ao comando por muito tempo de um determinado modelo de governança. Um exemplo são aquelas fundadas na crença religiosa ou o comando de uma determinada família. O poder como uma condição constituída pela manutenção de determinados valores associados a governabilidade.
Já a liderança racional é fundada no estatuto, na norma, na lei. Aquilo que regulamenta o poder e lhe dá limites de atuação. Um exemplo é são as constituições estabelecidas dentro dos Estados Nacionais Modernos. Seguir o pacto estabelecido, a regra que constitui a legitimidade do poder.
O poder carismático é o que interessa mais a Weber em sua análise. Aquilo que garante ao líder, ao governante, uma identidade profunda com os liderados. A relação de “confiança” que permite a governabilidade acima até mesmo do estatuto legal, da racionalidade. Aqui podemos considerar, até mesmo, a emoção.
Porém, na construção dos Estados Nacionais Modernos há uma condição de liderança que se implanta como forma vital para dar limites aos impulsos emotivos e identificações irracionais. Mas vale lembrar que, mesmo dentro destas condições, ainda existe o carisma como um determinante de poder.

Vale lembrar que Weber ao estabelecer estes três modelos de liderança, ele considera que eles não existem de forma pura, como são apresentados como condição de análise política. 

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