Fechando o cerco


O presidente Michel Temer assiste ao fechamento de seu espaço político de governabilidade. A redução de seu espaço de manobra está reduzindo aos poucos. A negativa de Osmar Serraglio em aceitar o Ministério da Transparência em troca de sua demissão do Ministério da Justiça é mais um aperto.

O deputado federal pelo Paraná Osmar Serraglio não aceito a troca de ministério proposta por Michel Temer. Ao ser demitido do Ministério da Justiça para dar espaço a Torquato Jardim, Serraglio se sentiu desprestigiado e disse “não” ao Ministério da Transparência.
Para Temer é um golpe em seus planos de preservar o foro privilegiado ao amigo e até então deputado Rodrigo Rocha Loures. Com a volta de Osmar Serraglio a Câmara de Deputados, Loures fica exposto.
Em uma reação rápida e que precisa de resultado imediato, o presidente pediu a liderança do PMDB na Câmara dos Deputados que busque um novo nome paranaense dentro dos quadros peemedebista para assumir o Ministério da Transparência e salvar seu protegido que foi pego com uma mala de R$ 500 mil.
Osmar Serraglio justificou que tem mais servir ao país na condição de deputado. Porém, nos bastidores, a atitude da representante paranaense no Congresso Nacional foi uma vingança. Mesmo sendo uma “peça pequena” e de “troca” nas pretensões do poder, Serraglio teve seu dia de glória. Colaborou para reduzir mais um pouco o tempo de vida de Temer.
E vale lembrar, a busca de um deputado paranaense para assumir o Ministério da Transparência é menos por prestígio do Estado e mais pelo medo e aliança com um paranaense. Rocha Loures pode não ter tantos votos que Serraglio, mas é o escolhido de Temer.  E por enquanto é isso que importa.

Gilson Aguiar comenta manobra de Temer para salvar Loures e a si mesmo.


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