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Saúde ou dinheiro: nossas escolhas


Nossas escolhas denunciam quem somos. Neste final de semana dois plantões nos deram esta possibilidade. A saúde publica a procura de vacinar contra a gripe e as agências da Caixa Econômica Federal para sacar o FGTS das contas inativas.
Neste sábado tivemos dois plantões, um de saúde, na busca de vacinar a população alvo contra a gripe. Até o dia 8 deste mês, o Paraná tinha vacinado metade as pessoas previstas, pouco mais de 52%. Lembrando que os estados do Sul do Brasil têm o melhor índice de vacinação do país.
Outro plantão foi das agências da Caixa Econômica Federal para o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O movimento foi intenso nas agências. Contudo, quem procurou sacar o saldo das contas inativas não teve trabalho. Da mesma forma que a saúde, havia funcionários disponíveis para agilizar o atendimento.
Enquanto o poder público vai à caça dos que devem ter a saúde preservada, prevenir, não é preciso muito esforço para ter a atenção daqueles que estão a procurar de recurso extra.
Os dois atos foram importantes, respeitam o cidadão, querem lhe garantir direitos. Contudo, a reação do beneficiário é diferente. O estímulo ao dinheiro imediato chama mais atenção do que a prevenção. Há uma conclusão a ser feita. E é sobre a nossa preocupação com o futuro. Para uma grande parte, o imediato fala mais alto.
Temos que demonstrar a mesma atenção com a saúde do que com o dinheiro. E lembrar que as duas estão relacionadas diretamente. Ter qualidade de vida é ser produtivo. Doença, a gripe em especial, foco da vacinação, é uma das doenças que mais prejudicam o desempenho profissional. Também, se reduz gastos com medicamentos.

O dinheiro das contas inativas aquece a economia, dá uma sobrevida a um ambiente crítico. Porém, a injeção de dinheiro é passageira, não garante a recuperação da economia em definitivo. Já, a saúde preventiva é um investimento de longo prazo e gera um ambiente estável, inclusive como fator econômico.


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