Suspeitos e suspeitas

Ministro Gilmar Mendes (STF) critica “Lava-Jato” por excessos. Que seja, porém, a extensão da corrupção pode nos levar a descobrir que os que decretam sentenças também são envolvidos.
O juiz do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes solta o verbo e considera Operação Lava-Jato abusiva. Segundo Mendes, as investigações e depoimentos são, muitas vezes, constrangedores. O juiz do STF foi mais longe, disse que a Lava-Jato sequestra as pessoas. Também, o magistrado afirma que há mais espetáculo do que ações que respeitem a lei.
O que Mendes quer dizer com isso. Por um lado, os excessos que o Poder Judiciário e o aparato de segurança, a  Polícia Federal, cometem. Há erro na fala de Mendes? Sim e não. Há sempre excessos de quem pode agir sem limites. Quem tem autoridade e poder sobre a sociedade, neste país, tem a prática de abusar.
Mas, se há exageros, há ação. Neste país faz muito tempo que não se vê desfilar a canalhice pública nos bancos dos réus. Os abusos do colarinho branco expostos é uma raridade em país construído pelo autoritarismo do poder público. Não se pode esquecer a pouca democracia e os abusos do poder por uma oligarquia política e um estado inchado e patrimonialista que sempre beneficiou seus aliados. O que hoje nos revolta, a corrupção, é uma prática histórica.
A esperança em meio a descontentamentos, como o de Gilmar Mendes e tantos outros em relação as ações da Operação Lava-Jato, é que mais e mais vamos descobrindo a proporção de envolvimento e envolvidos na corrupção. Talvez se descubra que haja em meio as litas de empresas, de tantos beneficiados pelos excessos, o nome de magistrados. Quem sabe?!

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