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Trote Mata

Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU) são vítimas de dezenas de trotes todos os dias. Esta é uma condição de praticamente todos os SAMUs do país.
O atendimento móvel de urgência segue protocolos para socorrer e em quase todos os casos salvar uma vida. Se trabalha no limite da tensão e com deslocamentos rápidos em um trânsito que nem sempre ajuda.
Quando se trata de um trote, é toda uma estrutura humana e física deslocada, com um custo alto e, o que é pior, com uma vida que pode não ser salva porque naquele exato momento alguém que realmente precisa pode não ser atendido.
Esta história de trotes me faz lembrar de um filme chamado “A Caixa”. Onde um homem misterioso aborda um casal que vivia de forma pacata em um subúrbio. Ele oferece ao casal um simples ato, apertar o botão de uma caixa e receber um milhão de reais.
O casal pergunta, mas o que apertar o botão significa? A resposta é simples e complicada ao mesmo tempo, ao apertar o botão da misteriosa caixa uma pessoa desconhecida do casal irá morrer. O casal reluta, mas aperta o botão. Afinal, o raciocínio raso que predomina em muitas pessoas é de que: “Se não vai me afetar, dane-se! ”.
Porém, a pergunta crucial, aquela que eleva a consciência e nos dá dimensão dos nossos atos, feita pelo casal que apertou o botão da caixa e saboreia serem milionários, é qual o destino do “botão assassino”? A resposta, do misterioso homem, é de que ela irá para outra pessoa desconhecida que terá o direito de escolher apertar o botão e fazer morrer alguém desconhecido e ficar milionário.
O trote é o botão da caixa que apertamos, jogamos com o destino, e propagamos a morte com nosso ato imbecil. A lógica tola, de desconhecer e se quer raciocinar que haverá uma vítima não será atendida por falta de uma ambulância que foi deslocada para atender a uma chamada falsa.



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