Pular para o conteúdo principal

Viva a Democracia!

Não podemos nos deprimir com denúncias de corrupção que dominam o noticiário. Este é o preço da democracia. Ela nos permite ter acesso a verdade, saber como as coisas são e tomar a decisão. A verdade é matéria-prima da mudança.
Para muitos é decepcionante a quantidade de denúncias, de detalhes sobre as ações ilícitas de representantes públicos. Revolta os valores propinados, quantias em malas, depositadas em contas correntes e valores de campanhas. O país parece que vai ruir. Porém, este é o preço de saber.
A democracia também é a denúncia, ficar sabendo. Transparência não se faz por vontade do governante e sim por exigência das forças governadas. Uma imprensa livre e a obrigação de prestar contas são fundamentais. Quanto mais disso, virão à tona as entranhas e teremos a condição de diante da verdade tomar uma decisão.
Há quem propague, diante das denúncias, que o povo é sempre o último a ficar sabendo. Mas que seja, porém, ele é quem tem o poder de decisão de que as coisas podem continuar como estão ou não. É o exercício da cidadania que aponta a mudança. É a participação ativa que gera o movimento na busca de respeito ao cidadão. A “verdade” dos fatos coloca o peso da decisão em nossas mãos.
O que cabe a sociedade é ter maturidade e entender que o problema não são as instituições, nem a forma de governo. Não seremos melhores com uma ditadura ou a entrega do poder a um populista milagroso. Nossa melhora está na escolha e acompanhamento constante de quem escolhemos, independente da função pública que exerça.
Os noticiários dos escândalos não podem nos ocasionar depressão, eles nos dão uma oportunidade única de fazer a mudança da forma certa. Agir para superar o mal e não o manter. No final, a grande solução para o que estamos vivendo se chama democracia com intensa participação política do cidadão.

Gilson Aguiar comenta a importância da democracia para a mudança.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Paraná não é Maringá

Alimento pela cidade que eu nasci um imenso carinho. Maringá é uma cidade que se fez e se faz. Há realmente um espírito associativo. Ele é ligado ao meio privado, empresarial. Isto é fato. Mas tem um estímulo de organização e representação eficiente. O que faz de Maringá uma cidade diferente. E ela é. Em diversos índices a cidade está entre as melhores do país. Potencial de consumo, o qual é retratado pelo Anuário a Grande Região de Maringá, divulgado a cada dois anos pelo Grupo Maringá de Comunicação. Ele comprova isso. Os dados são levantados pelo IPC Maps. Lembrando que o Produto Interno Bruto da cidade cresce mesmo quando o país não.
O Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá, o Codem, tem investido no planejamento em longo prazo. Agora, o Masterplan aponta para um crescimento até 2047, quando a cidade irá fazer 100 anos. Até agora, o planejamento teve um investimento de R$ 1,5 milhão. E vale a pena. Há muito mais por vir. E ele não tem custo para o poder municipal. O qua…

STF pode fazer justiça e ser inconstitucional

Não se pode ser ingênuo. O país vive uma legislação apartada da população. Para quem a lei vale? Não para todos. E se vale, as brechas na lei somente para alguns. A defesa dos réus permite a liberdade de quem pode recorrer. O julgamento do ex-presidente Lula não é um caso isolado, tem que ser entendido na histórica desigualdade de tratamento pelo poder em relação ao cidadão. A Constituição Federal, humana, permite desumanidades. No país teve inúmeras manifestações contra o ex-presidente Lula, na defesa da prisão em segunda instância e em defesa da Lava-Jato. O país clama por justiça. Mas o que é justo? Quando se pensa na corrupção dos homens públicos e os que deveriam ser presos a injustiça é maior. Para ouvir comentário sobre o tema, clique aqui. O dinheiro desviado por corrupção tira dos cofres públicos recursos vitais para salvar da miséria e da marginalidade muitos. Destes, os que acabam se transformando em bandidos e são presos sem dinheiro para recorrer a todas as instâncias. Q…

Conservadorismo não é nazismo

Vivo em defesa do bom liberalismo e dos bons conservadores. Me incomoda profundamente um país que confunde conservadores com extremismo e neonazismo. Esta defesa do extermínio, da perda de liberdade, da violência que combate a violência. Nada disso tem relação com a conservação das instituições, das leis e da liberdade. Há uma confusão entre a preservação das instituições e o radicalismo que prega o extermínio da oposição ou de tudo o que se opõe. Na limitação de compreender a dinâmica do poder e que fundamenta nossas mazelas, há os radicais que consideram a destruição a melhor saída. Não é! A ousadia é mudar dentro do que se tem de mais precioso, a democracia.
Incrível perceber que radicais desejam o retorno da ditadura. Ao mesmo tempo há os que defendam a eliminação dos políticos de esquerda e, outros, até da própria esquerda. A implantação de um governo autoritário é típica da pobreza submissa do latino-americano. Faz parte das raízes de um continente governado por caudilhos, noss…