Brasil: produção improdutiva

O País improdutivo trabalha e não consegue gerar riqueza. A falta de qualificação dos trabalhadores demonstra o quanto corremos riscos e a sobrevivência dos trabalhadores no mercado de trabalho fica ameaça e sua remuneração precária em tempos de crise.


Para se ter uma ideia da condição do Brasil em relação ao potencial de produção dos trabalhadores, levando em consideração o Produto Interno Bruno (PIB), segundo o levantamento feito pelo The Conference Board, aponta que em 2015 os trabalhadores brasileiros tiveram uma queda de produtividade de 3%.
Comparado com os demais países da América Latina, como o Chile por exemplo, há uma clara expressão de nossa dificuldade na capacidade produtiva, os chilenos tiveram 6%. Ainda temos um abismo que nos separa da produtividade norte-americana, que servem de referência para a pesquisa, somos 24% da produção de um trabalhador da terra do “Tio San”. Quem teve uma queda de produtividade maior que a nossa em 2015 foram os venezuelanos, 7,6%.
Um dos fatores importantes da falta de produtividade brasileira é a falta de qualificação dos trabalhadores. A educação não consegue gerar um trabalhador mais eficiente. Estamos longe desta condição, por mais que há melhoras, mas são pouco significativas, ainda não se faz notar no potencial de produção. Outros elementos que contribuem para a falta de produtividade é infraestrutura deficitária, o pouco investimento em equipamentos para os profissionais nos ambientes de trabalho, e o investimento em inovação. As empresas resistem em inovar.
Não podemos nos iludir que nos tempos do “pleno emprego” o país foi produtivo. Não se pode confundir produtividade com produção. O aumento do consumo não significou melhora na qualidade da mão-de-obra. Inclusive, vale lembrar, que se empregou mais por falta de produtividade dos que já estavam empregados do que por aumento do potencial produtivo. Se o trabalhador brasileiro tivesse um bom nível de potencial produtivo se empregaria menos.

Para encerrarmos esta abordagem, vale lembrar que o país tem hoje 12% menos produtividade que a média internacional. Somos 30% menos produtivos que os países emergentes. Este é um alerta para percebermos que falar sobre relações de trabalho é, também, falar da qualificação da mão-de-obra, dos ambientes de produção e da infraestrutura do país. Por isso, se qualificar é fundamental.

Gilson Aguiar comenta a falta de produtividade do trabalhador brasileiro.

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