Pular para o conteúdo principal

Dois lados da mesma questão


Governo do Estado Paraná e as universidades públicas estaduais estão em um embate. A ironia é que a transparência e defendida pelos dois lados, mas se fala da ameaça da autonomia universitária. Sem informação, como saber quem tem razão?
Quem tem razão, universidades estaduais ou o Governo do Estado do Paraná?
A pergunta tem uma resposta difícil de ser dada pela maioria dos brasileiros. Enquanto o Governo do Paraná, através da Comissão de Política Salarial, afirma que a implantação do Meta 4 é fundamental para padronizar e dar transparência a remuneração do funcionalismo público, as universidades alegam que o governo está querendo fazer ingerência dentro das decisões administrativas das instituições de ensino superior públicas do Paraná.
A Universidade Estadual de Maringá, Universidade Estadual de Londrina e a Universidades Estadual do Oeste do Paraná não aceitam entrar no sistema de controle do governo por considerar que há possibilidade de cortes de recursos e falta de conhecimento da Comissão de Políticas Salariais da relevância das decisões tomadas pelas universidades. A autonomia seria uma garantia de defender a qualidade das instituições de ensino.
O reitor da UEM diz que o argumento de que é preciso dar transparência aos gastos das universidades não cabe, já que ela tem o seu portal de transparência. O governo rebate e fala que não é possível saber o que está por trás do ganho de professores e funcionários das universidades.
Difícil responder até onde vai a razão de um ou outro. Mas o que todos nós concordamos é que os gastos públicos precisam ser transparentes. Precisamos saber com o que se gasta. O bom desempenho das universidades estaduais tem que ser preservados. Porém, o qual a relação entre as medidas de controle do governo e a qualidade? Isto não está claro.
Dentro das universidades, como em qualquer órgão público, não há somente pessoas de boa intenção, isto é fato. Se por traz de um recurso usado há alguém responsável e disposto a fazer bom uso em prol do bom social, coletivo, há que pense e faça o contrário. Nós, cidadãos, temos que ter meios de nos informar por sites com informações detalhadas. Temos que ser informados, da melhor forma possível, sobre a relevância do que é feito em qualquer repartição pública.

Mas a pergunta continua difícil de responder. Isto pelo velho problema de sempre, nos faltam informações.

Gilson Aguiar comenta embate entre Governo do Paraná e IES públicas.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Paraná não é Maringá

Alimento pela cidade que eu nasci um imenso carinho. Maringá é uma cidade que se fez e se faz. Há realmente um espírito associativo. Ele é ligado ao meio privado, empresarial. Isto é fato. Mas tem um estímulo de organização e representação eficiente. O que faz de Maringá uma cidade diferente. E ela é. Em diversos índices a cidade está entre as melhores do país. Potencial de consumo, o qual é retratado pelo Anuário a Grande Região de Maringá, divulgado a cada dois anos pelo Grupo Maringá de Comunicação. Ele comprova isso. Os dados são levantados pelo IPC Maps. Lembrando que o Produto Interno Bruto da cidade cresce mesmo quando o país não.
O Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá, o Codem, tem investido no planejamento em longo prazo. Agora, o Masterplan aponta para um crescimento até 2047, quando a cidade irá fazer 100 anos. Até agora, o planejamento teve um investimento de R$ 1,5 milhão. E vale a pena. Há muito mais por vir. E ele não tem custo para o poder municipal. O qua…

STF pode fazer justiça e ser inconstitucional

Não se pode ser ingênuo. O país vive uma legislação apartada da população. Para quem a lei vale? Não para todos. E se vale, as brechas na lei somente para alguns. A defesa dos réus permite a liberdade de quem pode recorrer. O julgamento do ex-presidente Lula não é um caso isolado, tem que ser entendido na histórica desigualdade de tratamento pelo poder em relação ao cidadão. A Constituição Federal, humana, permite desumanidades. No país teve inúmeras manifestações contra o ex-presidente Lula, na defesa da prisão em segunda instância e em defesa da Lava-Jato. O país clama por justiça. Mas o que é justo? Quando se pensa na corrupção dos homens públicos e os que deveriam ser presos a injustiça é maior. Para ouvir comentário sobre o tema, clique aqui. O dinheiro desviado por corrupção tira dos cofres públicos recursos vitais para salvar da miséria e da marginalidade muitos. Destes, os que acabam se transformando em bandidos e são presos sem dinheiro para recorrer a todas as instâncias. Q…

Conservadorismo não é nazismo

Vivo em defesa do bom liberalismo e dos bons conservadores. Me incomoda profundamente um país que confunde conservadores com extremismo e neonazismo. Esta defesa do extermínio, da perda de liberdade, da violência que combate a violência. Nada disso tem relação com a conservação das instituições, das leis e da liberdade. Há uma confusão entre a preservação das instituições e o radicalismo que prega o extermínio da oposição ou de tudo o que se opõe. Na limitação de compreender a dinâmica do poder e que fundamenta nossas mazelas, há os radicais que consideram a destruição a melhor saída. Não é! A ousadia é mudar dentro do que se tem de mais precioso, a democracia.
Incrível perceber que radicais desejam o retorno da ditadura. Ao mesmo tempo há os que defendam a eliminação dos políticos de esquerda e, outros, até da própria esquerda. A implantação de um governo autoritário é típica da pobreza submissa do latino-americano. Faz parte das raízes de um continente governado por caudilhos, noss…