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Estamos condenados?


Não podemos condenar o país. Ele não está predestinado ao mau caráter ou a corrupção. Nós podemos mudar. Só não podemos querer que a solução venha do mesmo lugar dos erros.
Há um discurso constante da condenação pátria. Os brasileiros estão fadados a terem corruptos no poder, há o jeitinho brasileiro que nunca acaba, neste país a malandragem impera, é a terra da maracutaia. Porém, acredito e boto fé que, quanto mais se amadurece diante da verdade, nada é para sempre.
A dor de amadurecer não é fácil. Ninguém constrói valores, princípios ou hábitos sem que em sua origem não exista uma dor, um trauma, uma necessidade maior, uma privação. O que faz os seres humanos melhorarem é a consciência do que são e a necessidade de uma ação.
Acredito que o Brasil esteja atravessando um momento de mudança. Considero que esta é uma oportunidade histórica de aprendermos a diferença entre liderança política e casta de mandatários. A verdade desfila a nossa frente à espera de ser decifrada. Não precisamos de muita inteligência para isso, acredito que mais amor próprio e uma boa dose de coragem.
Contudo, considero que há uma ameaça por perto. A velha forma de fazer política tem discursado constantemente que deseja renovar. Já vi, li e ouvi inúmeros homens público de longa carreira dizer que estamos diante da necessidade de novos nomes, jovens que venham a assumir o comando do país. Aparentemente parece lógico, contudo, que irá apresentar estes nomes. Este é um problema.
A liderança que se pretende renovar não pode vir do mesmo berço daqueles que tem as velhas práticas que se quer superar. Alguns tem o mesmo sobrenome. Criado em berço de prestígio, acredita-se que se defende a renovação ou a mascaração?

A história e o Congresso, recheados de sobrenomes que permanecem a séculos no poder, assim como envolvidos em corrupção, nos dá uma pista. Renovar não pode ser uma fantasia. Renovar há de ser um ato de ousadia. Assim faremos mudança.

Gilson Aguiar comenta sobre a mudança no país.



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