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Lucidez de farda


General que comanda o exército considera um retrocesso pensar em intervenção militar para resolver a crise política.
Quem disse que quem usa farda não tem consciência. O comandante das Forças Armadas, o general Eduardo Villas Boas, condenou qualquer intervenção militar para resolver a crise política do país. Para ele, há, inclusive, um uso excessivo dos militares para conter manifestações sociais.
Villas Boas defende a democracia. Para ele, o papel das Forças Armadas é garantir a Constituição e não a corromper. O general acredita que é lamentável que parte dos manifestantes nas ruas desejem o retorno dos “tempos de chumbo”. O general está coberto de razão.
Esta postura de um oficial do exército em uma pais acostumado a misturar farda e poder ao longo de sua história é uma esperança de avanço e superação. Dentro das forças armadas sempre existiu uma divisão entre constitucionalistas e golpistas. Nos anos de Guerra Fria (1945 a 1989).
Ninguém pode esquecer que a Independência do Brasil (1822) e a Proclamação da República (1889), o golpe getulista (1930) e o Golpe Militar (1964) são ações fardadas associadas a interesses de agrupamentos políticos e segmentos da sociedade civil. Ou seja, com ou sem sócios, a farda já tomou o poder incessantemente e nada se resolveu.
Villas Boas é um general que merece respeito. Ele pode ser a expressão de que os quartéis podem ter o predomínio de seres humanos mais lúcidos do que o Parlamento. Por isso, pessoas como o general que comanda o Exército dizem não a um golpe militar.

Gilson Aguiar comenta a postura democrática de comandante do Exercito.


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