Política e Honestidade


A procura de alguém honesto, esta é a busca que os brasileiros estão fazendo diante da crise. Só não podemos acreditar em milagre. Não há salvador da pátria. Temos que manter o critério de saber em quem não votar. O honesto se garimpa, não se oferece.
O que está mudando neste país? A pergunta requer respostas, mas antes uma reflexão. Para as coisas mudarem se faz necessário a mudança de comportamento. Não há transformação sem atitude. Daí a resposta, o país está saindo da retórica. A demagogia está perdendo terreno.
Aquilo que se pregava a décadas atrás, de uma luta entre uma visão de esquerda e direita está perdendo terreno. Hoje, o que se quer é um comportamento ético. Estamos, como o filósofo Diógenes, a “procura de um homem honesto” e para isso, como o pensador grego, acendemos nossa “lanterna”.
Mas encontrar um homem público honesto não pode ser missão de “Poliana”. Não adiante ficarmos a busca de um ser perfeito, aquele redentor que venha nos salvar. Temos que entender que a liderança não é feita por um herói, mas por um representante público, quando o assunto é governar a máquina pública.
As eleições em 2018 estão chegando, já estamos em meados de 2017 e até agora ninguém se pronuncia como um candidato. O que temos, neste ambiente de crise, é um temor de se expor. A todos que converso há o descontentamento. Ninguém aceita o que fazem os atuais homens públicos. Os atos de corrupção expostos recentemente foram feitos por ex-presidentes, pelo atual governante e por um ex-candidato à presidência.
Se a indignação toma conta por um lado, não sabemos em quem apostar nossa confiança por outro. A grande maioria dos brasileiros, voltando a falar do filósofo grego, Diógenes, continua à procura de um homem honesto. Estamos, a grande maioria de nós, com a lanterna na mão. Temos que ser criteriosos. Não há receita pronta para encontrar alguém que mereça confiança em um processo eleitoral.
A única coisa que me vem, diante deste ambiente de incerteza, é sempre lembrar das certezas que nos afastam das escolhas equivocadas. Uma delas é que sempre vamos encontrar os iluminados, os milagreiros, os astros, aqueles que não necessitam de uma lanterna para serem encontrados, os que estão sempre se oferecendo sob os holofotes da solução fácil. Por isso, na incerteza, é melhor saber o que não se quer.
A melhor escolha nem sempre se apresenta na primeira hora e com a estética da perfeição. Saber escolher é pensar nas consequências de nossas escolhas, não se deixar levar pelo sentimento imediato e empolgante que sempre aponta para uma saída fácil. Respostas simples para problemas complexos são mentiras para a inteligência e uma verdade para a ignorância.

Gilson Aguiar comenta a busca de um político honesto.



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