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Políticos ou drogas, o que combater?


Polícia Federal reduz combate as drogas e foca no combate aos crimes do colarinho branco. É uma questão de escolha? Podemos chegar ao mesmo lugar por caminhos diferentes?
Relatório apresentado pela própria Polícia Federal aponta a queda na apreensão de drogas a partir de 2014, quando começou a Operação Lava-Jato. Segundo os dados, o ano de 2013, foi o de maior apreensão do aparato de segurança, 41,7 toneladas. No ano seguinte caiu para 33,8 toneladas. As operações também diminuíram o ano passado.
Para piorar, se considera que diante do ambiente, 5% das drogas que circulam no país são apreendidas.
O Brasil, segundo relatório da Organização das Nações Unidas, é uma das principais rotas do tráfico de drogas. Para se ter uma ideia, mais de 50% das drogas consumidas no Sul da África, Ásia e Europa, passam pelo país.
Se considera que um dos fatores que determina esta queda no combate as drogas, é que a Polícia Federal tem se dedicado mais ao combate de crimes do colarinho branco do que ao combate ao tráfico de entorpecentes.
Como é difícil escolher entre o combate as drogas ou aos políticos que são uma droga. Qual é o mal maior. Acredito que os dois. Contudo, se acabarmos com a corrupção, destruirmos a máfia dentro do poder público, teremos mais recursos para combater o tráfico de drogas. Além da contratação de mais policiais, podemos ter mais equipamentos.
Ainda vou mais longe. Pode ocorrer, e não seria nenhuma surpresa, se ao investigarmos os crimes de colarinho branco, de corrupção na máquina pública, de desvio de recursos públicos, ao puxarmos este fio, encontraríamos uma ligação com o tráfico de drogas, com traficantes que financiam homens públicos, de líderes dos tráficos que ajudam a lavar dinheiro de corrupção através de doleiros que tem clientes nos dois lados das pontas.
Então, que a Polícia Federal se dedique a combater a corrupção com ímpeto. Procure manter o combate ao tráfico. E ao final se chegará a um país melhor.

Gilson Aguiar comenta o dilema entre combater as drogas ou a corrupção


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