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Capitalismo falsificado


A relação perniciosa entre empresas e poder público vem de longa data, da formação do Estado Nacional, na organização da máquia pública. Empresa que vendia produtos falsos para a prefeitura de Maringá é apenas mais do mesmo.
Produtos de limpeza comprados pela Prefeitura de Maringá são falsificados. A desconfiança surgiu com o uso dos produtos pelos funcionários que desconfiaram da falta de eficiência na ora do uso e, também, por características no rótulo. Como são produtos de limpeza, eles são fundamentais para creches, escolas e hospitais do município. O álcool, por exemplo, é usado para a esterilização de ambientes e equipamentos.
Em um novo lote entregue pela empresa, a Polícia Militar foi acionada e pegou em flagrante os produtos sem descarregados. Um deles tinha uma data de fabricação futuro, agosto. O que o representante de prefeitura considerou um erro grotesco de falsificação. São mais de 18 mil produtos entregues.
O poder municipal vai suspender o contrato com a empresa, inclusive, a fábrica dos produtos está interditada, não poderia estar mais em funcionamento.
Para ouvir comentário sobre o tema, clique aqui.
No fato, o que me chama a atenção além da entrega de produtos falsificados é a pouca preocupação dos falsificadores em esconder o crime. As embalagens mail feitas e, principalmente, um produto com data de fabricação futura, um erro grotesco. Uma falsificação, se não fosse trágica, cômica.
A forma como o ato é cometido mostra o descaso, a despreocupação com a punição e, o que é pior, a certeza de já fazer a tanto tempo. A prática parece, pela forma que se apresenta, uma constante.
A velha relação entre as empresas privadas e o poder público. Aquilo que se vê em superfaturamento de obras, produtos e serviços está presente em diversas escalas do poder. O que estamos vendo não é um fato isolado. Nada de novo, apenas novidade do mesmo.
Gilson Aguiar comenta relação ilícita entre poder público e empresas privadas.

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