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Mostrando postagens de Agosto, 2017

Fatos novos sobre a velha relação

Nosso hábito nos condena. Olhamos mais para as pessoas do que para as relações que elas estabelecem. Na política não é diferente. Há o mesmo ato ilícito cometido por muitos homens públicos. Logo, o ambiente denuncia a intenção e as relações. Basta abrir um jornal impresso, on-line ou ficar atentas as notícias no rádio ou TV e nos deparamos com o que somos. Sempre manchetes com fatos novos nos dizendo a mesma coisa. Quantos percebem? Hoje tem manchetes, por exemplo, falando do ex-prefeito de Paranaguá José Bakar Filho e empresários envolvidos em direcionamento de concessão do transporte coletivo. A relação entre empresas e o poder público é antiga. A operação Lava-Jato também fala sobre isso. No transporte coletivo há uma investigação nacional tentando levantar a ramificação de ilegalidades. Até o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes foi padrinho de um dos envolvidos em falcatruas como essa. Em outra, falando de vereadores de Curitiba envolvidos em ato ilícito. Ficar com…

“O Mundo virou mercadoria”

Uma vida tem preço? Em nosso conceito moral, não. Mas a mercantilização da vida é uma verdade. Ela tem um preço monetário. Foi por esta condição que se implantou a sociedade capitalista. E no mundo do mercado, conhecer o valor das coisas, principalmente seu preço, permite a concentração de capital. O desenvolvimento científico e tecnológico a serviço de conhecer o ser humano é um bom, ou mau, exemplo. O capitalismo foi estruturado na relação direta entre o mercado e a produção da mercadoria. Claro que a multiplicação dos lucros é seu motor. Riqueza que gera riqueza é o elemento fundamental da concentração. Não se pode pensar a riqueza sem entender o quanto ela se reproduziu ao longo da história. Para que algo vire riqueza deve ser fator da vida e poder ser cambiável na relação capitalista. Uma mala com dinheiro em espécie na quantia de um milhão de dólares é um bom dinheiro, uma fortuna. Mas se pela ironia do destino você à tiver em uma ilha deserta, no máximo pode ajudar a fazer uma…

A razão e a expansão

Se diz hoje que vivemos a "Era do Conhecimento". Sempre a vivemos. Somos enquanto civilização o resultado da apropriação do saber e o desenvolvimento do poder de dominação. A conquista e integração do Planeta não se deu de outra forma. Todo o saber acumulado por uma civilização deve ser transmitido as próximas gerações. Esta é a condição fundamental para se continuar existindo. Nenhuma civilização se manteve sem ter um saber permanente. Com a Civilização Ocidental não é diferente. Mais que isso, é uma condição vital o aprimoramento constante. Se no início das grandes descobertas as primeiras nações europeias a se lançarem a aventura planetária, como afirma Edgar Morin[1], eram insignificantes no contexto mundial, o resultado desta aventura não seria. Nela se iniciou a integração do comércio, a movimentação de pessoas e o início do que hoje chamamos de globalização. A ciência tem papel vital nesta integração mundial. Ela foi o resultado dos encontros e dos aprimoramentos qu…

Como Chegamos Aqui

A jornada da Civilização Ocidental tem suas peculiaridades. Ela é feita com a ousadia de se impor sobre o inimigo, muitas vezes mais forte, mas não sem a ambição e o desejo de se propagar como o ser ocidental.Cruel e intolerante, muitas vezes. Há uma longa jornada para se fazer uma civilização. Muitas se foram se serem conhecidas ou estudadas de forma mais profunda. A Civilização Ocidental poderia ter desaparecido e jamais ter construído o papel determinante na história humana que constituiu. O Ocidente reinventou o Planeta. Em sua base de formação estão as heranças da civilização romana e germânica. A Idade Média que por muito tempo foi vista com a “idade das trevas” foi de fato o berço da Civilização Ocidental. Hilário Franco Junior já tinha apontado nesta direção[1]. Um dos elementos importantes das unificações dos elementos culturais que geraram a Civilização Ocidental foi o cristianismo. Sempre lembrando que a sua formação hoje, independentemente de suas inúmeras correntes inte…

Ocidente: civilização e terror

A supremacia é sempre resultado do confronto. Aprendemos enquanto civilização a arte de fazer guerra e industrializar a morte na mesma proporção que geramos a vida. Nossa contradição maior é esta. O que somos é desenhado a sangue que pulsa e que se derrama. Na origem, nós e os outros Na Roma Antiga, os bárbaros habitavam até onde a civilização se estendia. Ser civilizado era pertencer ao Império fundado na cidade latina e que viveu uma grande expansão a partir do Século IV a.C. A grande conquista romana gerou aos seus cidadãos o sentimento de estarem no centro do mundo. Fizeram do Mediterrâneo, o mar que banhava as civilizações conhecidas, um “Lago Romano”. Quantos inimigos Roma não fez?! A história das civilizações é a história dos confrontos, das lutas pelos territórios, da busca de manter-se e submeter. A humanidade conheceu inúmeros combates para se impor uma dominação. Porém, nenhuma foi tão bem-sucedida quanto a da civilização ocidental. Hoje, assim como Roma, a civilização ocide…

Desconfiados não merecem confiança

Via de regra, os que desconfiam demasiadamente são os traidores. Aqueles que desejam ter garantias demasias das relações que estabelecem sabem que, como ele, o outro pode trair. Contudo, pesquisa mostra que brasileiros estão confiando mais.  Os brasileiros estão confiando mais nas pessoas. Menos nos familiares. Segundo levantamento do IBOPE, em uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da indústria (CNI), comparando dados de 2012 com 2017, os brasileiros confiam mais em vizinhos, amigos, colegas de trabalho e pessoas de uma forma geral. Nos dados, a confiança em familiares é de 91%. Porém, quando a pergunta é ter “muita” confiança, houve uma queda nos últimos cinco anos, de 73% para 55%. Parece que o golpe mais duro e decepcionante vem, quase sempre, de dentro do meio familiar. Porém, a confiança cresce nas pessoas de uma forma geral e em alguns casos, segundo dados da pesquisa, há uma melhora no ambiente social. Reduz-se burocracias e se investe mais sem temer as relações.…

Reforma ignora a ignorância

Reforma política é inócua. Ela esbarra na ignorância da sociedade em relação as funções dos cargos e dos representantes públicos. As migalhas alimentam um eleitor ignorante, que ignora sua força e seu poder.  Estamos falando da Reforma Política. Mas até onde sabemos o que se deve reformar? A grande maioria dos brasileiros está afastada das informações necessárias para opinar. Se fala, a maioria se sustenta nos hábitos e não nos fatos.
O povo expressa que os políticos não prestam, os partidos são inconfiáveis, que todo o político é ladrão e malandro. E a grande maioria está à espera de um salvador da pátria. Por isso, voto no seu “santinho” no dia das eleições. O seu santinho candidato lhe faz pequenos milagres em forma de favores quase que domésticos, umbilicais. As promessas dos candidatos aos parlamentos são sempre em tom de execução. Na prática deveriam propor e fiscalizar, eles não executam nada. Mas a crença na ação, no fazer porque se pode, seduz a mente limitada do eleitor. Lo…

Separatismo congênito

Separar as vezes é a solução, as vezes não. Em regra, os que desejam se separar se sentem prejudicados pela convivência com o outro. Mas, há culpa de todos. Talvez sejam os defeitos que nos unem. Vamos cortar a parte podre? Sim, mas qual parte não é podre. Quando todos querem se separar acusando ser contaminado, não há solução. No Brasil, ao longo de sua história e também na atualidade, pipocam movimentos separatistas. A grande maioria sem relevância social. Porém, eles são uma demonstração da tese de que o problema é sempre dos outros. Aqueles discursos de mãe justificando os erros do filho, “são as más companhias!”. O movimento separatista de maior fama, na atualidade, é o que deseja separar os estados do Sul do Brasil, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ele se chama “O Sul é o Meu País”. No Facebook, a página do movimento tem 122 mil curtidas. Mas nem todos que curtem curtiriam pegar em armas e fazer a independência. Há até um movimento no Distrito Federal, com o título b…

A educação e suas faces

Agressão a professora e homenagem a Lula. A educação brasileira demonstra suas faces. A falta de consciência do que a ciência representa e o desprezo ao conhecimento geram atitudes animalescas e alunos apaixonados pela ignorância. Uma professora de uma escola pública municipal de Santa Catarina foi agredida. Ao chamar atenção e pedir para que ele se retirasse de sala de aula, o aluno socou a professora Marcia Friggi. Ensanguentada, ela se diz dilacerada física e moralmente. Afirma não ser a primeira e nem a última a sofrer este tipo de agressão, ela está certa. Na mesma página de jornal em que esta informação foi vinculada está a foto de Luiz Inácio Lula da Silva recebendo um Diploma Honoris Causa. Até aqui nenhum problema, ou um mal menor. Porém, no diploma a erros gramaticais. Uma vírgula no lugar errado e discente escrito sem o “s”. Nas manchetes dos jornais de hoje dois fatos. Professora agredida e homenagem a Lula. Para ouvir mais o comentário clique aqui. As tuas informações se…

A casta política

O Brasil tem uma sociedade de castas. Há os privilegiados que não se sentem na obrigação de responder por seus excessos. Agora, agem na busca de se manter no controle e garantir seus benefícios. Há mais de dois séculos a monarquia e a sociedade de estamentos foi derrubada. Nós vamos acabar com a nossa quando? De certa forma o Brasil ainda vive a monarquia. Vamos refletir. No regime centrado na figura do rei, há uma sociedade de estamentos. Em alguns casos, um sistema de castas, uma hereditariedade. O privilégio estabelecido nas monarquias se mantém por hereditariedade, mas a nossa sociedade, o privilégio é mantido pelo controle das regras e a manipulação da administração pública. O atual governo, Temer, é a maior demonstração da falta de caráter que marcou os abusos dos privilegiados. Com o discurso da estabilidade, o atual presidente usa de todas as formas para manter o poder e conta com membros da casta e do estamento político para isso. O controle do Estado por políticos tradicion…

Trânsito de Remediações e Remendos

Violência no trânsito é falta de educação. Não adianta querer separa motos de carros. Temos que investir em um trânsito seguro. Poder público erra por medidas imediatistas quando se fala em deslocamento urbano.  A Câmara de Vereadores de Maringá aprovou a instalação de corredores exclusivos para motocicletas, além de bolsões nos semáforos para que as motos possam sair antes dos carros. A medida é um erro. Mas não é novidade.
A ideia de gerar segurança separando as faixas de rolamento é prática infantil. O desrespeito impera sobre a regra estabelecida. A motocicleta acabará ocupando uma porção maior das vias, sem ter volume para isso. Os carros mais empilhados e restritos, vão colidir mais, pode avançar sobre o deslocamento dos motociclistas e o engarrafamento vai piorar. Ainda mais, esprememos o modal que ocupa o maior volume, o automóvel. Não se resolver o trânsito com medidas "populescas". Para ouvir mais... (Clique Aqui). O trânsito é uma convivência entre os diversos mo…

“Distritão” legitima a prática e rompe com as ideias

Se discute a reforma política, mas não há discussão sobre a histórica relação personalista entre o eleitor e o candidato. Mudar os critérios de escolha é mais importante do que as regras eleitorais.  A reforma política que está sendo discutida no Congresso é um fiasco. Isto não há dúvida. O que se discute agora com o chamado “distritão” é o mais do mesmo. Se a proposta for aprovado na Câmara de Deputados e no Senado, os parlamentares, deputados e vereadores, serão eleitos de forma majoritária. Acaba assim a força das coligações, da legenda. Enterra-se o parido político como critério de escolha. A mediada põe fim, também, aos puxadores de voto. Cai a ideia de colocar um candidato carismático, artista, jogador de futebol, enfim, um personagem famoso que garante a eleição de desconhecidos. Quando se olha as mudanças se vê coisas boas e ruins. Sempre se criticou os personagens que se candidatavam e simbolizavam a caricatura eleitoral. O sarro, o voto de protesto, que era despejado em um c…

Um pouco de teoria do Estado, Política e Economia

Saber fazer política é conhecer suas teses. Para a crítica ou defesa da ação do Estado, avaliar aqueles que ocupam os cargos públicos, os representativos em especial, é fundamental. Estamos vivendo um ambiente político crítico. O presidente da república é impopular. Menos de 5% da população consideram seu governo “ótimo”. Menos de 7% o aprovam como governante. Mas ele se mantém. Seria possível fazer da lógica de Nicolau Maquiavel um instrumento para entender a permanência de Michel Temer no poder? Acredito que sim. A primeira coisa a entender é que não está na popularidade ou não do presidente a sua sustentação. Outras forças conspiram a favor do governante. E uma das mais importantes são seus acordos políticos com o Parlamento, em especial o Congresso Nacional. O esforço do governante e ver aprovada suas medidas e evitar seu julgamento pela Câmara dos Deputados foram bem-sucedidas.  Os acordos políticos, repasses de verbas, nomeações de cargos e, possíveis ações encobertas, mantiver…

A grande questão

A permanência de Michel Temer no poder tem um preço. Desgastado, impopular, diante de uma crise que persiste, ele fica e deseja ficar. Por que? O que compensa tanto a permanência no poder? Talvez esta seja "a questão". O destaque dos noticiários de hoje são as contas públicas que não fecham e os novos gastos programados pelo governo. Sem conseguir estabelecer a meta fiscal, o governo Temer navega desordenado na busca desesperada de manter-se. Temer é um mandante sem lógica, de um governo sem destino. Há única função é manter-se a qualquer preço. E quanto mais caro o valor da manutenção do atual presidente, a conta para o futuro cresce. Com a proximidade das eleições do ano que vem, com a reforma política, se é que se pode chamar assim, e a crise econômica, o país vive a incerteza. Nada demonstra a possibilidade de estabilidade em curto prazo. Sempre é bom lembrar que quanto mais instabilidade mais crise. Gilson Fala sobre o desgoverno de Temer. Um impopular que permanece no …

O peso das estatais

As estatais custam para o poder público. Em sua maioria dão despesas. Porém, a maioria tem rendimento. O que falta? Privatizar? O temor da medida é que no Brasil há o vício de favorecer empresas aliadas ao Estado. A privatização pode esbarrar na má intenção.  Quanto custa as estatais? Este ano elas devem pesar R$ 15 bilhões de reais no bolso da União. Deduzindo os lucros que elas geram, R$ 10,4 bilhões serão pagos pelos contribuintes, uma média de R$ 92,00 por brasileiro. Os dados estão em reportagem da Gazeta do Povo. Temos que relevar que nem todas as Estatais vivem no vermelho ou não geram qualquer rendimento. Das 151, 16 são mantidas pelo poder público. Porém, mesmo as que têm receita não conseguem manter-se. A saída é privatizar? Na maioria dos casos sim. Entregar para a administração privada. Mas esta defesa lógica só teria bases de sustentação se não estivéssemos falando do Brasil, ou dos países da América Latina de forma geral. A ingerência política nas estatais é um proble…

Políticos lobo e cidadãos ovelha

A ironia do poder. Os homens públicos, em sua maioria, são políticos profissionais. Eles constroem seu patrimônio ao manter-se no poder. Este é o sentido que os movem. E o que move o eleitor?  A reforma política esbarra na função do poder. A quem ele serve? Ontem a Comissão da Reforma Política na Câmara dos Deputados reprovou a extinção do cargo de vice. Por 19 a 6. Esta não é a medida mais importante da reforma, mas uma das emblemáticas. Manter um cargo sem sentido e com custo elevado. Enquanto função, pra nada serve. Mas tem serventia para as forças que sustentam o poder. A função de um vice é consolidar uma aliança. Dar sustentabilidade aos acordos políticos que sustentam o poder estabelecido, seja municipal, estadual ou federal. Ele sela os compromissos e mantém a unidade de interesses. Bom lembrar que muitos vices são um ”inimigo íntimo”, talvez, o “inimigo de primeira hora”. Gilson Aguiar comenta a política de lobos com cidadãos cordeiros. Se for considerar que necessitamos econo…

Parlamento: Sim ou Não?

O custo dos parlamentos no Brasil é elevado. No Paraná, além dos gastos com a manutenção dos deputados, há pouca produtividade. Em tempos de corte de gastos públicos, os parlamentos precisam cortar gastos, na própria carne, melhor, na cordura. Locke, filósofo inglês, o “pai do liberalismo”, considerava o poder legislativo fundamental. O mais importante entre os poderes, segundo ele. O pensador inglês acreditava que o valor dos parlamentares está em representarem de forma direta a vontade do povo. Sua importância é tão grande, para Locke, que deveria ser convocado somente em tempos de crise. Nosso parlamento está instalado de forma permanente. São políticos profissionais. Caros ao erário público. Se pegarmos a Assembleia Legislativa do Paraná, o custo de sua manutenção, por ano, e de R$ 650 milhões. E veja, é um dos órgãos não contingenciados. Não falta dinheiro para os parlamentares. Falta eficiência. Uma reportagem da Gazeta do Povo mostra que a maioria das decisões do parlamento pa…

Venezuela é aqui?

Por mais que haja diferenças entre nós e o país vizinho, o nosso ambiente político pode gerar semelhanças. Em meio a crise emergem os salvadores da pátria, o candidatos a ditador.  A resposta a esta pergunta me preocupa. Há uma ditadura em formação no país vizinho. Há uma repressão se estabelecendo. Acabando com a democracia, o regime de Nicolai Maduro faz suas vítimas, já tem seus mortos. Mas a morte lamentável de pessoas não é o suficiente quando uma ditadura se instala, morre também a esperança.
Ao assistirmos os atos de repressão a manifestações contra o governo venezuelano, estamos aprendendo a lição? Há alguma possibilidade de que tenhamos um destino parecido aos dos venezuelanos? Os quais, por sinal, se multiplicam a nossa volta fugindo do regime de terror. O impasse sobre nosso destino está nas manifestações políticas e nas críticas ao atual momento político que o país vive. A corrupção, que envolve o próprio presidente da república, como a crise econômica, a qual traz um ambi…

Migração: mais do mesmo

Imigração é uma realidade, uma constante. Os imigrantes que estão em marcha na atualidade tem se tornado um fator de tensão. Principalmente porque denunciam a realidade do país onde buscam uma vida melhor. Imigração é uma realidade em toda a parte. Maringá nasceu da imigração. Mas na história da movimentação humana a imigrantes e imigrantes. No passado, há mais de um século, a imigração que veio para o Brasil, impulsionada pela expansão agrícola e o fim da escravidão, foi bem vinda. Na primeira república, instalada em 1889, em sua Constituição, se tinha claro a necessidade da imigração. Ela dava ao estrangeiro os mesmos direitos que o cidadão nacional. Antes disso, no Império, foi criado o Ministério de Estrangeiros, só para tratar da imigração como uma prioridade do Estado. O país precisava de mão de obra qualificada. Na esteira da imigração o Brasil cumpriu seu destino de ser multirracial. O encontro de povos faz do país um exemplo de convívio de seres humanos das mais diferentes …

O futuro nos condenará

Temer pagou a vista o preço do poder, mais de R$ 2 bilhões. A fatura virá sobre toda a sociedade. Ainda há quem defenda a permanência do presidente para garantir a estabilidade econômica. Com o tamanho do arrombo que o peemedebista está promovendo, seria melhor que saísse, para o bem das contas públicas.  Michel Temer foi salvo na Câmara dos Deputados. Há que preço? Por 263 a 227, o presidente da república foi livrado de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, a vitória tem seu preço, Temer pagou e o país vai receber a fatura nos próximos anos.
O montante liberado para que deputados apoiassem a permanência do peemedebista no poder foi de mais R$ 2 bilhões. Este valor de imediato. Em alguns casos o rombo será sentido no futuro. É o caso dos R$ 5 bilhões que favoreceram a bancada ruralista. Lembrando que o campo que é responsável por 70% do arrombo da previdência. Temer gasta para manter-se no poder, por mais que a retórica e suas medidas para garantir economia. O ano p…

Dia da lição do poder

A batalha de Temer será vencida no Congresso. Porém, sua vitoria final será dar ao país a sensação de progresso coletivo, por mais que superficial. Hoje nós vamos ter uma lição de como se sustenta o poder. A importância da Câmara de Deputados em nossas vidas será evidente. 513 deputados vão definir se o presidente Michele Temer deve ou não ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão de representação popular não deve acompanhar o que as pesquisas apontam. Um levantamento do IBGE mostra que 8 em cada 10 brasileiros consideram que o presidente deve ser julgado. O que faz a maioria dos deputados não seguirem a opinião pública? A resposta é simples e ao mesmo tempo complicada, a “lógica do poder”. Temer conhece e sabe mexer com esta lógica. A história política do presidente denuncia sua competência em ter respaldo. Não é uma questão de fazer o que se deve para a lógica do senso comum. A lógica do poder é complexa. O poder tem sua lógica e o povo tem seu preço. (clique aqui) A …

A miséria tem seu preço

Somos o que o passado nos fez e o quanto, no presente, percebemos o futuro. Viver é saber que algo nos antecede e nossos atos precedem como consequência uma resposta. O amanhã virá. O presente é um futuro que chegou. Quanto custa a miséria? Nossa história pode nos dar uma possibilidade de cálculo. Nossa organização econômica gerou ao longo do tempo um passivo social imenso. A formação econômica iniciada na colonização escravocrata se estendeu o bastante, mais em qualquer outro país, para no futuro manter uma imensa massa humana a margem de qualquer adequação econômica. Quando o trabalho compulsório acabou, mais pela inanição do que pela revolta social com a violência estabelecida, o futuro já estava demasiadamente comprometido. Para piorar, a forma como se rompeu a escravidão deixou um preço difícil de ser pago. E não estou aqui falando da dívida com o afrodescendente. Estou falando de uma dívida social, com o futuro. O processo abolicionista foi lento o bastante para não atrapalhar…