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A casta política


O Brasil tem uma sociedade de castas. Há os privilegiados que não se sentem na obrigação de responder por seus excessos. Agora, agem na busca de se manter no controle e garantir seus benefícios. Há mais de dois séculos a monarquia e a sociedade de estamentos foi derrubada. Nós vamos acabar com a nossa quando?
De certa forma o Brasil ainda vive a monarquia. Vamos refletir. No regime centrado na figura do rei, há uma sociedade de estamentos. Em alguns casos, um sistema de castas, uma hereditariedade.
O privilégio estabelecido nas monarquias se mantém por hereditariedade, mas a nossa sociedade, o privilégio é mantido pelo controle das regras e a manipulação da administração pública.
O atual governo, Temer, é a maior demonstração da falta de caráter que marcou os abusos dos privilegiados. Com o discurso da estabilidade, o atual presidente usa de todas as formas para manter o poder e conta com membros da casta e do estamento político para isso.
O controle do Estado por políticos tradicionais é uma expressão da casta que manipula o poder (clique aqui para ouvir mais).
A distribuição de privilégios sempre foi uma característica da sociedade estamental. Dar aos privilegiados sua parte da riqueza da nação cheia de plebeus espoliados. Os atos descarados de ostentação eram, para os membros da nobreza, do estamento superior, um direito natural.
Quando a Revolução Francesa (1789) derrubou a monarquia absolutista e acabou com a sociedade de privilégios deu ao povo o direito de escolher seu destino. Acabou com os privilégios dos nobres e pôs fim a condição de plebeu.  
Agora, com a falácia de reforma política, com o fundo eleitoral que irá custar 3,6 bilhões de reais e com as medidas de aumento de impostos, a nobreza, a casta, busca manter-se ao custo de espoliar a plebe.
A Revolução Francesa, há mais de dois séculos, rompeu com a monarquia, com o absolutismo, com a sociedade de estamentos, com as castas. Nós, quando vamos fazer isso?
Nossa sociedade e política de castas.

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