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Migração: mais do mesmo


Imigração é uma realidade, uma constante. Os imigrantes que estão em marcha na atualidade tem se tornado um fator de tensão. Principalmente porque denunciam a realidade do país onde buscam uma vida melhor.
Imigração é uma realidade em toda a parte. Maringá nasceu da imigração. Mas na história da movimentação humana a imigrantes e imigrantes. No passado, há mais de um século, a imigração que veio para o Brasil, impulsionada pela expansão agrícola e o fim da escravidão, foi bem vinda.
Na primeira república, instalada em 1889, em sua Constituição, se tinha claro a necessidade da imigração. Ela dava ao estrangeiro os mesmos direitos que o cidadão nacional. Antes disso, no Império, foi criado o Ministério de Estrangeiros, só para tratar da imigração como uma prioridade do Estado. O país precisava de mão de obra qualificada.
Na esteira da imigração o Brasil cumpriu seu destino de ser multirracial. O encontro de povos faz do país um exemplo de convívio de seres humanos das mais diferentes origens. Nossas ruas, filas de banco, alunos em sala de aula, são expressão estética do encontro e da miscigenação.
Contudo, os imigrantes que agora chegam não são os mesmos de mais de um século. Os motivos pelos quais migram costumam ser os mesmos, a procura de uma vida melhor. Mas os que os que chegam não vêm cumprir a mesma função do passado.
Em Maringá, como em grande parte das regiões mais prósperas do país, os imigrantes chegam dispostos a sobrevivência no limite do que podem oferecer como trabalho, pouco. Principalmente os que migram de países latino-americanos. Em Maringá os Haitianos são a maioria. No Brasil a mesma coisa.
Gilson Aguiar comenta a imigração.
Para nós eles representam um percentual pequeno na proporção populacional. Segundo levantamento da Polícia Federal, os imigrantes são pouco mais de 800. A imigração não chega a ser mais que dois mil e quinhentos indivíduos. Bom, estes são os legalizados. Possivelmente temos ilegais.
O preocupante é que eles somam em uma população desqualificada que temos. Esta desigualdade que demonstra o grau de limitação de nossos trabalhadores. Aí está a diferença do passado. Que também denunciava esta condição. Porém, o imigrante vinha como uma resposta, para superar nossas limitações. A imigração é necessária, não vai parar, é uma constante. Contudo, ela sempre denuncia quem somos com a chegada do estrangeiro.
O que temos a oferecer?
Nada, que não seja um pouco mais do mesmo. No caso dos imigrantes pobres latino-americanos, muito pouco.

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