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O futuro nos condenará


Temer pagou a vista o preço do poder, mais de R$ 2 bilhões. A fatura virá sobre toda a sociedade. Ainda há quem defenda a permanência do presidente para garantir a estabilidade econômica. Com o tamanho do arrombo que o peemedebista está promovendo, seria melhor que saísse, para o bem das contas públicas.
 Michel Temer foi salvo na Câmara dos Deputados. Há que preço? Por 263 a 227, o presidente da república foi livrado de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, a vitória tem seu preço, Temer pagou e o país vai receber a fatura nos próximos anos.
O montante liberado para que deputados apoiassem a permanência do peemedebista no poder foi de mais R$ 2 bilhões. Este valor de imediato. Em alguns casos o rombo será sentido no futuro. É o caso dos R$ 5 bilhões que favoreceram a bancada ruralista. Lembrando que o campo que é responsável por 70% do arrombo da previdência.
Temer gasta para manter-se no poder, por mais que a retórica e suas medidas para garantir economia.
O ano passado, o governo deu reajustes generosos a diversas categorias do funcionalismo. Agora tenta retornar a decisão, mas terão que enfrentar na Justiça a ira dos seduzidos e agora desiludida funcionários públicos federais. Governo tenta um plano de demissão voluntária, oferece compensações sedutoras, mas muitos vão se negar a abandonar uma permanência de estabilidade em troca do imediato rendimento.
O desespero do governo está na dimensão do que está disposto a pagar para ficar no poder. Sempre bom lembrar que se o custo é alto o poder compensa. Para quem tanta compensação? “Boa pergunta”.
Os defensores do governo falam de que a permanência de Temer no poder é necessária para a estabilidade econômica do país. Mas que estabilidade é essa que amplia o arrombo das contas públicas, compromete os gastos públicos no futuro? Diante dos gastos que Temer teve para manter-se no poder, seria uma grande economia a sua saída.
Gilson Aguiar comenta o preço e o peso do Governo Temer

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