A retórica da mentira, estamos em campanha


Política é relação e não personalidade. O poder se mantém com o tempo e não se mede pela pessoa que ocupa o poder. Nós temos que mudar a nossa forma de praticar a democracia. Não podemos fazer escolhas de pessoas, mas sim das propostas, principalmente respostas.
Meus caros, agora começa a campanha eleitoral. Ela já tem seus pré-candidatos dando a cara, mas ainda com medo de dar à tapa. A principal intenção é sentir o ambiente político e iniciar negociações visando coligações. Tem muito candidato que é puro balão de ensaio. Diz que vai, mas não vai.
Neste ambiente ocorre a demagogia do futuro. A retórica eleitoral. Claro que o tema não poderia ser outro, a tal da honestidade. Você irá ver brotar nomes novos e novos candidatos. Nunca o novo parece ser tanto a solução.
Este ambiente me lembra do retorno a democracia e a primeira eleição direta, presidencial, que ocorreu no país em 1989, após o regime militar. Logo após a aprovação da atual Constituição Federal por uma assembleia constituinte em 1988. O retorno à democracia foi marcado pelo combate a corrupção e aos “marajás da vida pública”. O nome do então governador de Alagoas e candidato a presidente pelo “jovem” partido era Fernando Collor de Melo.
O alagoano, que tem no sobrenome duas oligarquias tradicionais brasileiras e uma família de longo anos na política. O próprio Collor tinha benesses conseguidas com o regime militar que tinha se encerrado a pouco, pregava aos “quatro cantos” o que nunca foi, honesto. Sua curta carreira na presidência mostrou isso. Hoje, senador da república, mostra como o coronelismo, clientelismo e ignorância não derrubam o mal do poder.
Temo ver reproduzir esta espécie no poder. Ver o velho filme se reproduzir com nova roupagem. A memória é curta e, pior, a consciência e conhecimento são rasos. Isto alimenta a lógica política aprimorada da manipulação de um eleitor conhecido. Para piorar, os marqueteiros estão aí, com toda a sua inteligência e competência para fazer do falso o verdadeiro. Eles sabem que cada vez mais a propaganda faz o produto pela estética e não a qualidade do conteúdo.
Por isso, o alerta. Cuidado com mais do mesmo ou o mesmo de cara nova.
Democracia e demagogia

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