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Crise, que crise? Qual delas?


Não se resolve crise com reza. Representante do Ministério do Trabalho e o ministro da Fazenda pediram oração e fé ao cidadão para um futuro melhor. Nada contra, mas isto não pode ser uma ação para a superação da crise. 
O pais vive uma recessão e dá sinais de recuperação. Isto é fato. Os números da geração de emprego estão apontando para uma melhora no mercado de trabalho, lenta. O país já tem acumulado mais de 101 mil vagas de trabalho com carteira assinada, este ano.
Contudo, quando indagado sobre os números até o final do ano, o coordenador-geral de estatística do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, pede uma reza, uma oração, uma vela acendida. Ou seja, “só por Deus”.
Segundo o Ministério do Trabalho, o desemprego recua, mas a informalidade é o maior gerador de trabalho no Brasil. O país tem um custo caro para a geração de empregos formais. Talvez a informalidade seja uma demonstração do famoso “custo Brasil”. O informal é inseguro. Ninguém faz negócios duradouros em um ambiente de incerteza.
Estamos sem rumo político, com futuro incerto. Mas rezar não resolve, é preciso agir.
O país está sem rumo político e sem rumo econômico. Como agir?
Precisamos de saídas. Mas elas devem vir com propostas duradouras. Não há milagres, muito menos rezas, como já tinha pedido Henrique Meireles aos fiéis de uma Igreja em evento que foi convidado, mas não foi. Mandou mensagem, rezem. Não se faz administração com oração. Economia não é obra das forças divinas. Não se brinca com a fé quando o assunto é razão.
Logo, temos que planejar o futuro. Temos que ter propostas de longo prazo. Não adianta esperar a mudança do atual governo. Ele dá mostras de que vai sobreviver até o último dia de mandato. Logo, é preciso ir além. Principalmente ir além das promessas e dos discursos que nos pedem ter fé. É melhor ter juízo, para não cair nos mesmos erros.

Entre a crise e a reza.

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