Custo da democracia


Somos o elemento mais importante da mudança política. A cidadania exercida gera resultado, altera as relações fundadas em vícios. Temos que ter coragem, consciência e ação para melhorar nosso comportamento como cidadãos.
Ontem, o Congresso Nacional aprovou recursos públicos para financiar as campanhas de políticas no ano que vem. Quase R$ 2 bilhões serão distribuídos entre os partidos. A maior parte dos recursos vão para os partidos com maior representação no Congresso. Fato que limita a ascensão de novos nomes e siglas desconhecidas.

Os políticos poderão gasta à vontade recursos próprios para financiar suas campanhas.

A medida mais polêmica é o controle de conteúdo na internet. Pelas mudanças votadas ontem, qualquer conteúdo considerado ofensivo e infundado serão retirados de circulação sem necessidade de decisão judicial. Muitos parlamentares votaram a favor do projeto e não tinha ciência desta medida.

Porém, o verdadeiro custo da democracia não são a quantia do financiamento. O controle sobre o que se publica talvez seja o mal maior. Em plena transparência e defesa do direito à informação, ocorre a censura. Mais que isso, as denúncias contra os representantes públicos demonstram o quanto é preciso da transparência nas eleições do ano que vem. O controle não é melhor saída, mas a comprovação de honestidade diante das acusações.


Considero que o cidadão precisa melhorar. Temos que ter um brasileiro mais atento aos seus interesses. Valorizar cada vez mais a capacidade de participação. Se queremos uma democracia, temos que aprender a exercê-la. O ser humano mais consciente age de forma diferente.
Democracia tem seu preço, mas um cidadão consciente não.

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