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Demagogia


Demagogos são antigos, tradicionais e bem sucedidos onde há um empobrecimento da consciência sobre qual o papel do poder público. Em ano de eleição eles voltam com tudo.
 Prática comum nas democracias. Desde a Grécia Antiga, o demagogo se coloca diante da massa. Raso, trabalha temas que exigem profundidade com a lógica precária, mas acessível a maioria da população. A agradável fala que encaixa no ouvido e não exercita o cérebro.

Agora, estamos de volta a temporada dos demagogos. Os candidatos se lançam e professam em suas oratórias ilusórias a solução que se diz definitiva. Não é. Temo que nas eleições, a maioria tenda a votar na promessa e não busque a certeza.
Demagogia é retórica constante e perigosa. Clique aqui para ouvir o comentário.
Mas qual seria a forma mais correta de escolher um candidato? Acredito que observando a trajetória dos que se propõe a enfrentar o problema. Olhar com atenção os atos e menos a fala.

Outra medida eficiente é observar e analisar os que estão à frente do poder público. Acabamos de ter eleições municipais, no ano passado. Ouvimos as promessas de mudança, de ruptura, de fazer diferente. Uma grande parte dos brasileiros elegeram prefeitos novos. Os que se reelegeram foram raros e com pouca margem de votos. O que efetivamente mudou da promessa ao governo?

Quando estamos diante da dúvida, a única certeza que temos é o que já vivemos. Desta forma, saber o que se quer e entender o que se viveu. Na política, como na vida, a maturidade não é ter esperança, mas convicção.

A demagogia não é saída. Não adianta ouvir o que se quer, nem ficar satisfeito com promessas rasas. A nossa maturidade e inteligência são os critérios fundamentais para não cair na ilusão. Se sempre estamos discutindo a relação, é melhor entende-la para não cair no mesmo erro.

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