Estado regula mercado


Estado regula mercado e agora quer regular os aplicativos de transporte urbano. O discurso de proteção aos taxistas é, na prática, uma forma de manter uma reserva de mercado sem resolver o problema da mobilidade urbano.
No Brasil há uma tendência na defesa da proteção a mercados e garantias de negócios. Agora estamos lidando com o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 28/2017, que o Senado deve votar nesta terça-feira, de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Limitando o uso de aplicativos em defesa dos taxis e seu custo elevado para grande parte da população.

Inegável que o Uber reduziu o custo de deslocamento e viabilizou um transporte com mais conforto e, mesmo, segurança para a população. A história dos riscos e do mau caráter na profissão existe em todo o lugar. A placa vermelha dos taxis não é sinônima de segurança plena.

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Porém, o elemento que busca aparentemente defender os taxis e deixar as grandes cidades brasileiras sem resposta eficiente e imediata para a mobilidade urbana tem tradição. O estado, principalmente o Congresso e as sansões do Executivo vivem de medidas de interferência no mercado e protecionismo ilógico. Reserva de mercado é prática comum. Prejudicar a livre concorrência, regular o que se regula para vender caro a interferência.

O início desta praga intervencionista tem nome, Getúlio Vargas, o Estado Autoritário, o paternalismo barato e o populismo sem vergonha. Manipula a massa com falso discurso e medidas protecionistas imediatistas e que travam o desenvolvimento de uma ambiente concorrência e que exige inovação e reação.

Estamos na república dos coitados dependentes e dos malandros públicos manipuladores da miséria. Como é bom ter um povo deficiente e carente, sempre dependente e permissivo aos atos dos espoliadores públicos. Trocam a concessão do poder por migalhas que nunca alimentam e mantém eternamente a fome.

Por isso, para os deputados é manter o uso do taxi restrito a poucos, um transporte coletivo que não tem eficiência e a multidão de carros e motos que fazem do trânsito uma guerra diária com milhares de mortos todos os anos.

Afinal, o poder público e o representante público servem para que?

Intervencionismo na mobilidade trava o trânsito e mantém o poder.

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