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Educação e Agressão


Violência contra inocentes é comum, infelizmente. Grande parte das pessoas não tem coragem de enfrentar seus dilemas, transferem para o inocente e indefeso todo o seu ódio. 
Em Maringá, uma professora que trabalhava em um centro de educação infantil foi afastada por maus tratos a alunos. Crianças agredidas tem uma média de idade de 4 anos. A docente, diante do comportamento indisciplinado do aluno, os levava para o banheiro, empurrava, colocava a cabeça da criança na privada e dava descarga. Estúpido, mais ainda vindo de quem devia educar.

Diante das denúncias, moradores do bairro, revoltados, dizem querer fazer a tal da “justiça pelas próprias mãos”, ou seja, agredir a professora. São bem-estes, educados por uma professora como ela, que resolvem agredir para educar, corrigir e, ou, fazer justiça. Estupidez produz estúpidos.

Este tipo de agressão promovida pela professora não é um caso isolados. Já ouvimos, vimos e lemos sobre casos semelhantes ultimamente. Quem deveria educar, proteger, agride. Não só professores, pais também fazem isso. Agredir o desprotegido, o que não pode reagir. Esta é uma prática constante e comum. Tem muitas versões e formas.
Ouça comentário sobre este tema clicando aqui.
Até mesmo os que consideram esta agressão feita pela professora uma estupidez, e é, fazem o mesmo. Quantos homens contidos por suas raivas e sentimentos mal resolvidos não agridem suas parceiras, filhos, os mais próximos e desprotegidos. Quantas vezes, o covarde que não consegue enfrentar aquele que lhe oprime, parte para agredir o inocente ao lado, ou quem não tem nada com seus dilemas. Quantos pegam alguém para “cristo”, como se diz. Agredir para não assumir a fragilidade de sua existência.

Logo, a agressão da professora não é algo incomum. Ela é apenas o que aparece nas manchetes dos jornais e nos deixa indignados. Porém, meu caro, espancar inocentes, agredir quem não tem como se defender, descarregar na pessoa errada frustrações são práticas comuns de uma sociedade recheada de covardes.

Comentário sobre a violência cotidiana que vai além da escola.


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