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Mostrando postagens de Dezembro, 2017

Somos afros, mas não temos espelho.

Somos afros. Mas não temos espelho em casa para olhar nossa cor de pele e entender que ela está associada a miséria. Pobreza não tem cor, mas escurece. Se associa aos negros e mulatos as mazelas sociais. Contudo, a desigualdade é de renda e não se pode traçar a linha da raça para um preconceito fundado na desigualdade econômica. O Ministério Público debate a importância das cotas raciais no Brasil. Na legislação federal e estadual a cotas para negros nos concursos públicos. Nas universidades estaduais o tema é polêmico, divide especialista e a população de uma forma geral. No Paraná, poucos municípios tem em sua legislação o estabelecimento das cotas para concursos públicos. Mas, enfim, as cotas são a solução?
O Brasil é o maior país afro fora da África. Uma verdade incontestável. O tráfico de escravos trouxe para o Brasil ultrapassa os 3 milhões ao longo de mais de três séculos. 38% dos afros trazidos para as Américas vieram para o Brasil. Nossa língua portuguesa é contaminada pela …

Lamentos do passado

Acidentes de trânsito acontecem. Em sua maioria estão associados aos abusos dos motoristas. Isto ocorre em todos os lugares. Em quase tudo o ser humano comete excessos. Um agravo importante da irresponsabilidade humana é o ambiente onde os excessos são cometidos. Eles sempre encontram ambientes perigosos onde o que vai além do tolerável vira um desastre. Nas rodovias a lógica é exatamente essa. O excesso ambientado em um local de risco.
Podemos criticar os motoristas, podemos falar da falta de juízo. Estas afirmações não estão erradas. Mas o erro constante é o estado de nossas rodovias, do encontro perigos dos caminhões e automóveis em vias de mão dupla e não duplicadas. Rodovias mal planejadas e mal sinalizadas acabam por fechar o teatro da morte. Os postos de combustíveis já são o estimulante ao associar a bebida alcoólica a direção. As lojas de conveniências estão cheias das mais variadas porções de embriaguez.
A história das rodovias brasileiras é longa. Podemos começar com Washi…

Reagir e agir

As pessoas sempre se dividiram entre quem se acomodam e os que mudam. Sempre ocorreu uma classificação da espécie nos momentos de crise. Foram neles que melhoramos. Somos o que somos como espécie por causa das mudanças e não das permanências. Nossa busca, especulação e inquietação nos salva. Há uma solução. Ela pode ser mais difícil para uns do que para outros. Em reportagem de Carina Bernardino, famílias se reúnem para fazer lembranças ou doces para as festas de Final de Ano. Uma oportunidade de responder a crise que se atravessa.
Hoje, segundo dados do GEM – Medidor de Empreendedorismo Global, o Brasil é líder em empreendimentos. Saltamos, nos últimos 10 anos, de 23% para 34,5% da população economicamente ativa com seu próprio negócio. Isto é bom. Para ouvir comentário sobre o tema, clique aqui. É preciso entender que crises geram pessoas melhores. Colocamos os momentos de recessão, desemprego e endividamento como algo a ser evitado, e deve. Porém, são eles e neles que despontam pe…

Educação segue sua função

A educação é medíocre. Tem seus interessados e beneficiados. O mar de ignorância que nos cerca contribui para a permanência dos manipuladores da burrice. Eles estão no poder, democraticamente escolhidos pelos maus instruídos.  Professores que exercem contrato temporário terão uma redução de salário que deve chegar a R$ 400,00. Isto para 2018. A redução é significativa, segundo o sindicato que representa a categoria.
Os professores temporários são contratados para a substituição de docentes que estejam de licença, doença ou maternidade, por exemplo. Contudo, no Paraná, não há contratação de novos professores concursados desde de 2013. Os que passaram em concurso, não foram chamados. Desta forma, os temporários se transformaram em saída permanente. Prática comum em quase tudo o que é básico para a população e oferecido pelo Estado. A política de remendos.
As universidades estaduais há muito não contratam professores, remenda com os colaboradores. Profissionais que deveriam ser temporá…

Os escolhidos são a maioria

A corte do Rei crescia na proporção de sua influência. Nela estava os conselheiros e fiéis administradores das coisas do Estado. Lembrando, o Estado se confundia com o Rei. Mas estamos na república. Não temos mais um rei absoluto. Contudo, o modelo dos privilégios monárquicos se mantém e a lógica da monarquia absoluta permanece. Entre 2011 a 2017, a Assembleia Legislativa do Paraná pulou de 1.308 comissionados para 1.506. Um número que excede, até mesmo, o escândalo dos “Diários Secretos”. Na época, em 2011, o número de cargos comissionados que não cumpriam trabalho dentro do Poder Legislativo do Paraná era um escândalo. Uma lista imensa de beneficiados ou “laranjas” recebendo por parlamentares.
Ainda hoje, o Ministério Público investiga o tamanho dos comissionados dentro do Alep.
Porém, vale lembrar, que o número não aumento nos gabinetes, aumentaram nos órgãos administrativos e nas comissões permanentes. Ou seja, as indicações estão agora concentradas em outros órgãos que não são …

Avenida Colombo e seus acidentes

A violência no trânsito precisa de decisões definitivas. A Avenida Colombo é uma demonstração da violência que se remedia, não se resolve. Cruzamentos que tem índices de acidentes elevados foram fechados pelo DER. Agora, estão reabertos por ato político e vontade imediata da população. Mas isto tem seu preço. A Avenida Colombo é o trecho de maior índice de acidentes em Maringá. Dados da Polícia Rodoviária Federal, responsável pelo controle e policiamento do tráfego na Avenida, já que ela é parte de uma Rodovia Federal, BR 376, o que por si só já é um absurdo, em 5 anos foram mais de dois mil acidentes e 22 mortes.
Agora, o embate se dá em um trecho da Avenida que corta a cidade de Sarandi. Cruzamentos da Avenida Rio de Janeiro e Rua Inglaterra. Os cruzamentos tinham sido fechados por ordem do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). A principal justificativa é o número de acidentes nos cruzamentos, são mais de 70 acidentes em um ano e 2 mortos.
Mas, parte da população quer reabrir…

Quanto vale a vida?

A vida tem valor. Mas ela pode ser calculada pelo preço das mercadorias, da moeda corrente, do gasto diário ou de seu sentido. No trânsito circulam os que não valem nada e os que tem alto custo. Cabe saber o que dá mais prejuízo em um acidente. Socorristas do SAMU e SEATE, com apoio da Concessionária Viapar, visitaram bares e restaurantes neste domingo, ontem, dia 9, para conscientizar as pessoas dos ricos de beber e dirigir. Lembraram dos acidentes de trânsito provocados pela ingestão de bebidas alcoólicas. O socorrista do SAMU, na reportagem, relatou que só no dia em que eles estavam fazendo a conscientização já tinham socorrido dez acidentes que foram provocados por motoristas embriagados. Segundo reportagem de Luciana Peña, com socorristas do SAMU e SIATE, uma semana de atendimento de uma vítima de trânsito custa R$ 77 mil.
Quanto custa uma vida?
A resposta para esta pergunta tem duas vias. A primeira é aquela carregada de uma filosofia e sentido da existência. A percepção de viv…

Escola: sem partido ou sem competência?

A ignorância propagada é um risco a democracia. Caso ela se instale, pode fazer da maioria ditadores insanos. A questão da "Escola Sem Partido" chega a ser irônica. Querer controlar o conteúdo na escola é incompetência dos professores e ignorância social e política. Quem elabora as leis pode não ter tido "bons" professores. Mais uma Lei da Escola Sem Partido. Se já não bastassem as discussões em âmbito nacional, com um projeto na Assembleia Legislativa do Paraná, agora brota uma lei no mesmo sentido na Câmara Municipal de Maringá. Um dos autores do projeto, o vereador William Gentil diz querer tirar o radicalismo político de sala de aula. Quando questionado pelo repórter Victor Simião sobre como ficariam as aulas de Sociologia, História e Filosofia com esta lei. O parlamentar não explicou bem, apenas disse que tem tirar o radicalismo político.
Já, o vereador Jean Marques é voto que falta para ver a legalidade ou não da medida, se o poder municipal tem ou não auto…