Pular para o conteúdo principal

Lamentos do passado


Acidentes de trânsito acontecem. Em sua maioria estão associados aos abusos dos motoristas. Isto ocorre em todos os lugares. Em quase tudo o ser humano comete excessos.
Um agravo importante da irresponsabilidade humana é o ambiente onde os excessos são cometidos. Eles sempre encontram ambientes perigosos onde o que vai além do tolerável vira um desastre. Nas rodovias a lógica é exatamente essa. O excesso ambientado em um local de risco.

Podemos criticar os motoristas, podemos falar da falta de juízo. Estas afirmações não estão erradas. Mas o erro constante é o estado de nossas rodovias, do encontro perigos dos caminhões e automóveis em vias de mão dupla e não duplicadas. Rodovias mal planejadas e mal sinalizadas acabam por fechar o teatro da morte. Os postos de combustíveis já são o estimulante ao associar a bebida alcoólica a direção. As lojas de conveniências estão cheias das mais variadas porções de embriaguez.

A história das rodovias brasileiras é longa. Podemos começar com Washington Luiz, o último presidente da República Velha, (1889 a 1930) que considerava as estradas o sinônimo de futuro. O imperador que antecedeu os republicanos pensava diferente e também não tinha carros se empilhando, mas uma país a ser descoberto e redescoberto. Ele, Dom Pedro II, apostava nas ferrovias. O Brasil do Império era pequeno de pessoas e com a imensidão de hoje.

O passado nos condena, se expressa, em boa parte, nos números de mortos nas rodovias e no trânsito da cidade. O Brasil é o país a se fazer, mas já deveria ter sido feito parte considerável do que temos carência hoje. Os meios de transporte são uma destas necessidades que se remenda e não se resolve. As veias de um país sangram e muitas das vidas que correm nelas, também.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Paraná não é Maringá

Alimento pela cidade que eu nasci um imenso carinho. Maringá é uma cidade que se fez e se faz. Há realmente um espírito associativo. Ele é ligado ao meio privado, empresarial. Isto é fato. Mas tem um estímulo de organização e representação eficiente. O que faz de Maringá uma cidade diferente. E ela é. Em diversos índices a cidade está entre as melhores do país. Potencial de consumo, o qual é retratado pelo Anuário a Grande Região de Maringá, divulgado a cada dois anos pelo Grupo Maringá de Comunicação. Ele comprova isso. Os dados são levantados pelo IPC Maps. Lembrando que o Produto Interno Bruto da cidade cresce mesmo quando o país não.
O Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá, o Codem, tem investido no planejamento em longo prazo. Agora, o Masterplan aponta para um crescimento até 2047, quando a cidade irá fazer 100 anos. Até agora, o planejamento teve um investimento de R$ 1,5 milhão. E vale a pena. Há muito mais por vir. E ele não tem custo para o poder municipal. O qua…

STF pode fazer justiça e ser inconstitucional

Não se pode ser ingênuo. O país vive uma legislação apartada da população. Para quem a lei vale? Não para todos. E se vale, as brechas na lei somente para alguns. A defesa dos réus permite a liberdade de quem pode recorrer. O julgamento do ex-presidente Lula não é um caso isolado, tem que ser entendido na histórica desigualdade de tratamento pelo poder em relação ao cidadão. A Constituição Federal, humana, permite desumanidades. No país teve inúmeras manifestações contra o ex-presidente Lula, na defesa da prisão em segunda instância e em defesa da Lava-Jato. O país clama por justiça. Mas o que é justo? Quando se pensa na corrupção dos homens públicos e os que deveriam ser presos a injustiça é maior. Para ouvir comentário sobre o tema, clique aqui. O dinheiro desviado por corrupção tira dos cofres públicos recursos vitais para salvar da miséria e da marginalidade muitos. Destes, os que acabam se transformando em bandidos e são presos sem dinheiro para recorrer a todas as instâncias. Q…

Conservadorismo não é nazismo

Vivo em defesa do bom liberalismo e dos bons conservadores. Me incomoda profundamente um país que confunde conservadores com extremismo e neonazismo. Esta defesa do extermínio, da perda de liberdade, da violência que combate a violência. Nada disso tem relação com a conservação das instituições, das leis e da liberdade. Há uma confusão entre a preservação das instituições e o radicalismo que prega o extermínio da oposição ou de tudo o que se opõe. Na limitação de compreender a dinâmica do poder e que fundamenta nossas mazelas, há os radicais que consideram a destruição a melhor saída. Não é! A ousadia é mudar dentro do que se tem de mais precioso, a democracia.
Incrível perceber que radicais desejam o retorno da ditadura. Ao mesmo tempo há os que defendam a eliminação dos políticos de esquerda e, outros, até da própria esquerda. A implantação de um governo autoritário é típica da pobreza submissa do latino-americano. Faz parte das raízes de um continente governado por caudilhos, noss…