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Os escolhidos são a maioria


A corte do Rei crescia na proporção de sua influência. Nela estava os conselheiros e fiéis administradores das coisas do Estado. Lembrando, o Estado se confundia com o Rei. Mas estamos na república. Não temos mais um rei absoluto. Contudo, o modelo dos privilégios monárquicos se mantém e a lógica da monarquia absoluta permanece.
Entre 2011 a 2017, a Assembleia Legislativa do Paraná pulou de 1.308 comissionados para 1.506. Um número que excede, até mesmo, o escândalo dos “Diários Secretos”. Na época, em 2011, o número de cargos comissionados que não cumpriam trabalho dentro do Poder Legislativo do Paraná era um escândalo. Uma lista imensa de beneficiados ou “laranjas” recebendo por parlamentares.

Ainda hoje, o Ministério Público investiga o tamanho dos comissionados dentro do Alep.

Porém, vale lembrar, que o número não aumento nos gabinetes, aumentaram nos órgãos administrativos e nas comissões permanentes. Ou seja, as indicações estão agora concentradas em outros órgãos que não são de domínio direto dos parlamentares, mas se concentram na diretoria da Assembleia Legislativa do Paraná.
Ouça o comentário sobre o tema clicando aqui.

O presidente da Assembleia, Plauto Miró diz que as contratações foram necessárias pela expansão da administração da Alep. Também, argumenta que não houve contratações de funcionários de carreira. Lembra que o Legislativo tem devolvido dinheiro ao Poder Executivo. O Legislativo recusou R$ 100 milhões no início deste ano do dinheiro a que tinha direito no orçamento do Estado.

No jogo das funções que o poder exerce, a escolha dos funcionários públicos é fundamental. Manipular as escolhas não só dá lastro com quem é favorecido ou apadrinhado por determinada escolha. Ela implica na manipulação do que é feito e as tendências das decisões dentro da Assembleia. O comissionado é um fiel a quem lhe indicou.

O número de funcionários públicos diminuiu na Assembleia Legislativa do Paraná. Por si, a informação não é ruim. Mas a queda pode ser menos uma economia e mais a intenção do controle e ações favoráveis aos interesses dos deputados e não da execução das funções necessárias. Hoje, na Alep, são 5 funcionários escolhidos para um de carreira. Placar marcado pela tendência a influência em detrimento da função.


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