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Mostrando postagens de 2018

Cidadania é agir e não existir

Muitos consideram que a cidadania é algo que nos acompanha, independente se a exercemos ou não. Ledo engano. Para ser cidadão é preciso ação. Vivemos em um estado democrático de direito, mas isso só não basta. Não é porque está na lei que sai do papel. O que faz as regras valerem é o exercício delas, sua positivação. O cidadão deve tomar a cena. O que para muitos é uma dificuldade.
Em uma democracia, estamos respaldados por normas que nasceram do acordo de convivência em sociedade. Porém, os que tem consciência deste acordo são poucos. A dimensão das leis que nos regem tem seus meandros. É preciso saber andar por este caminho tortuoso.
A consciência de nossos direitos e deveres é um bom começo. Mas este conhecimento não se adquire de forma teórica, apenas saber não nos protege. O que faz a lei valer é ocupar os espaços que ela garante. Se puder, devemos tentar ampliar na medida em que os embates sociais ocorrem.
Há os que parecem ter excessos e serem excessivos em direitos mais qu…

Democracia tem obrigações

O voto é um instrumento importante em um país como o Brasil, marcado por desigualdades. Temos que exercitar a cidadania em sua dimensão e fazer escolhas com reflexão. Por mais que há quem defenda que o voto deve ser livre, facultativo, no país que temos, não é a melhor saída para nossos descontentamentos com a política. Precisamos escolher. A obrigatoriedade do voto pode nos irritar, mas o que deve nos deixar mais indignados são as nossas escolhas. Devemos optar por representantes diferentes. Aqueles não sejam fruto de uma opção fundada nos imediatismos sem reflexão.
Toda a crítica feita aos que estão à frente dos cargos públicos tem uma justificativa, o nosso voto. Nenhum deles assumiu o poder sem o respaldo das eleições. Não há ditadores e golpistas nos cargos públicos. Somos uma democracia. Este fato nos coloca no centro da responsabilidade. O mal que vivemos é fruto do mal que fazemos.
Para melhorar, devemos assumir a responsabilidade da escolha, não fugir dela. Se há uma import…

Elas decidem, mas não tem poder

No Brasil, as mulheres decidem quem assume o poder, são a maioria dos eleitores. Contudo, elas tem uma representação mínima. A falta de representatividade acaba por permitir a violência. É preciso mudar isso. Elas são a maioria dos eleitores, 52%. Porém, elas não são proporcionalmente representadas. No Congresso Nacional, no Senado, elas são 16%. Já na Câmara dos Deputados, as mulheres são 10%. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mesmo com os partidos tendo que cumprir uma cota de 30% de candidatas.
Esta semana nós comemoramos mais um aniversário da Lei Maria da Penha. Uma vitória no combate a violência de gênero. Reduzir a tendência ao machismo que está na origem de nossa organização familiar. Comportamento que ainda predomina e acaba por influenciar na formação política da população. O poder é associado a figura masculina e não as mulheres. Para ouvir e ver comentário sobre o tema, clique aqui. No levantamento do TSE, feito em junho, mostra que elas também são a porç…

Campanha digital e imediatista

Como será a campanha eleitoral deste ano? Como seduzir o eleitor? São perguntas que muitos candidatos vão responder com estratégias diferentes, que serão avaliadas na hora de contar os votos, que por sinal é eletrônico, apertando teclas. A eleição deste ano tem um desafio, ela será mais curta em ralação ao tempo de TV e rádio. Mas já tem um grande espaço nas redes sociais. Por mais que esta também tem suas regras, difíceis de serem controladas por sinal. Muitos acreditam que a TV ainda vai fazer toda a diferença. Se for assim, temos PT, PSDB e MDB em alta. Seus candidatos vão dominar o tempo nas mídias tradicionais.
A internet pode ser a grande sacada para implantar mudanças e levar os candidatos dos partidos menores ao poder. Mas será? Alguns consideram que os brasileiros serão mais influenciados pela telinha, não acreditam que o dispositivo móvel fará tanta diferença. Mas hoje, a propaganda, a publicidade, já acontece mais nas redes sociais. Para ver e ouvir comentário sobre o tema…

Informação na Prateleira

Como ter acesso a uma informação séria, a verdade? Nas redes sociais, assim como nas prateleiras de mercado, há uma diferença entre o que é oferecido e o que se deve levar a sério. Por isso, nem sempre a primeira informação que aparece merece consideração.
Vivemos o mundo do agora. Não queremos perder tempo com nada que seja trabalhoso, demorado para ser degustado. Nada que cause dissabor nos encanta. Mas a curiosidade no instiga. Vamos sempre à procura do que provoca sensações e se apresenta como uma curiosidade. Neste ambiente e perfil as falsas informações se apresentam atraentes em boas embalagens.
O texto impactante e sua forma de desdobrar com as palavras um passeio excitante vale mais do que a profundidade do que estamos vivendo, lendo, vendo, mergulhando em informações. Não por acaso, mesmo os meios de comunicação, estão preocupados com a estética mais que a essência. Com as pessoas não é diferente. O feio de se ver é associado ao desprezo de conviver.
Agora estamos a volta …

Crise: a verdade de cada um

Uma crise sempre nos apresenta a vida de forma transparente. Pode parecer estranho, mas é. Não há momento melhor para sabermos se somos ou não capazes do que a crise. Os tempos de “vacas gordas”, da abundância, são marcados pela falsa sensação de solidez de sentimentos e relações. Juras de amor são mais fáceis quando materialmente tudo vai bem. Porém, a crise não é para os fracos.
O país vive hoje uma das mais lentas retomadas da economia após a crise que se instalou em 2014. Para o grupo de economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Comitê de Datação dos Ciclos Econômicos (Codade), o país teve uma perda de 8,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e só vai retomá-la em 2021. O país tem um ritmo de crescimento de 0,5% por trimestre. Pouco, lento, para uma economia que cresceu significativamente até 2014. Para ver e ouvir comentário sobre o tema, clique aqui. Alguns fatores de incerteza acabam por piorar o quadro. Um deles é o desemprego, hoje o Brasil tem 13,7 milhões de desempregados. …

Racistas são filhos da miscigenação

Quando vamos admitir nossa origem e entender o que nos faz um povo único. O Brasil é o resultado do encontro entre povos. Aqui, nações, migrações nos deram as inúmeras possibilidades. Miscigenação é o berço de nossa identidade. Construímos ao longo da história a possibilidade de reconstruir a vida do imigrante em uma “terra nova” e, do encontro, um povo novo. Contudo, o encontro nunca pode ser considerado uma conciliação. Ele é fruto do embate, da disputa, da submissão, da invasão. Nossos encontros também foram marcados por “sangue”. A escravidão é a maior demonstração disso. Desumana, gerou a possibilidade de se construir do afro e do europeu a parte considerável do que somos.
Não é difícil de perceber que os mais de 350 anos de escravidão sobre o solo brasileiro ecoam em nossos dias. Nas redes sociais os discursos preconceituosos se multiplicam. Denegrir a cor da pele, associar os problemas do país a questões raciais. O desejo de manter a desvalorização dos negros com uma tentativ…

Envelhecer não é um problema

O futuro nos reserva uma população de 228 milhões de brasileiros, em 2060. Contudo, o ambiente será mercado por pessoas com mais de 50 anos, serão mais de 45% dos brasileiros. As escolhas para adultos contaminará o comércio. E papo de “velho” pode ser inspiração para a produção cultural. Possivelmente as festas de Natal e Ano Novo serão nos clubes e menos em família. Por sinal, ambiente familiar será bem diferente do que assistimos na propaganda de margarina.
Um levantamento do IBGE mostra que as mulheres continuaram sendo a maioria em 2060, serão 51,4% da população. Com uma projeção de a qualificação superior ter uma maioria absoluta do sexo feminino, elas estão com mais potencial no mercado de trabalho. Hoje, a maioria dos universitários é do sexo feminino. Elas desistem menos dos estudos e vão viver mais. Para 2060 a perspectiva de vida das mulheres é de 84,2 anos, enquanto os homens tem uma perspectiva de 77,9. Mulheres com mais instrução e melhor renda tem menos filhos. Vale lem…

Corrupção: gasto ou investimento?

Corrupção, gasto ou investimento? Para responder esta pergunta é necessário outro: de quem estamos falando? O Brasil, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) tem na corrupção um ato que custa R$ 200 bilhões por ano. Para a maioria dos brasileiros é dinheiro jogado fora. Mas, outros, poucos, é o sentido do poder público.
Porém, a corrupção está associada a atos ilícitos. Tomar para si o que não lhe pertence. As formas como estas práticas ocorrem tem as mais diversas definições. Uma das tradicionais é o patrimonialismo. Fazer do bem público uma extensão do patrimônio privado. Usar do Estado como se fosse um bem privado. Muitos representantes públicos se ambientam com facilidade ao uso do patrimônio público como seu.
Outra prática que leva ao abuso, mas nem sempre uma prática ilícita, é a possibilidade de acesso a um montante dos recursos. Um levantamento do Observatório Social mostra que a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) tem um custo em deputados e seus gabinetes, …

Futuro: verdade ou ficção

Envelhecer é destino. Não é um mal. Mas soa para muitos como a decadência da vida. Poupar, se preparar para o futuro, tem uma relação direta com o sentido que a terceira idade tem. O futuro nos fará pessoas mais velhas, com desejos intensos de particularidade, individualidade, movidos pela intensidade da “solidão”. Um levantamento feio sobre o futuro financeiro dos brasileiros, a pesquisa “O Preparo para a Aposentadoria no Brasil”, mostra que 78% da população não se preparam para o futuro. E que 47% alegam que não sobra dinheiro, enquanto 19% afirmam que problemas financeiros acabaram com o objetivo de poupar, o desemprego atinge 22% dos que tinham planos de economia.
A população brasileira está envelhecendo. Em 1960 apenas 3 milhões de brasileiros eram idosos, tinham mais de 65 anos. Em 2010 eles já eram 20 milhões e em 2035 eles devem ultrapassar os 40 milhões. Este é um contexto do qual os brasileiros não estão preparados para isso. Também não cultuamos o futuro para estabelecermo…

Desilusão apaixonada

O país vive uma insegurança imensa. Entre as incertezas do futuro há um grande número de eleitores indecisos e alguns desiludidos e apaixonados. Dois sentimentos perigosos em tempos de incerteza. Mas de onde vem à paixão messiânica. Ela é uma construção histórica. Produzida na percepção de que no mundo há senhores, profetas, patriarcas. Nosso passado está carregado de “santos do pau-oco” e falsas promessas. Eles resistem e povoam a vida dos que vivem a espera de um milagre.
Não há milagres. A vida pública, o poder político, a administração do Estado, a liderança, é feita de seres humanos, é coisa dos homens e não da vontade divina. E olha que tem muito profeta com a Bíblia na mão vendendo a falsa salvação. A moralização é quase sempre uma pregação do imoral. É como o temor aos gays, em grande parte sentido e derivado da homossexualidade não assumida ou rejeitada quando alguém próximo se manifesta.
O radicalismo já provou ao longo da história que não traz soluções e sim planta probl…

Estes Japoneses são nossos

Quem, na infância, que tem mais de 40, não foi a feira e presenciou a língua nipônica praticada de forma corrente entre “nikkeis”. Bom, a palavra significa os imigrantes japoneses e seus descendentes. Mas não só a língua se exercita, ela vem carregada como expressão de uma cultura que se impregnou. Tanto que, no país, hoje, são 1,5 milhão de descendentes nipônicos. Somos o país mais japonês fora do Japão.
Esta história começou em 1908, quando atracou no porto de Santos o navio Kasato Maru, com 781 imigrantes japoneses para o trabalho nas lavouras de café. Vale lembrar que desde o Século XIX o processo migratório se intensificou no Brasil. Um país construído por imigrantes, uma país de muitas raças. Também, bom não esquecer que o Paraná é o Estado brasileiro com o maior encontro migratório do país.
Mas os nossos japoneses são nossos! Muitos dos nikkeis que tentaram fazer o caminho de volta, retornar a “terra mãe”, o lar do “Sol Nascente”, descobriram que eram brasileiros. A língua que…

Crescimento distorcido

Nosso ambiente de crescimento econômico, que é uma realidade, esconde um perigo. Ele está se estabelecendo dentro de um ambiente de desigualdade em relação ao seu em torno, na chamada “Microrregião de Maringá”. Precisamos criar incentivo para o crescimento sustentável das cidades de nosso em torno, principalmente as conurbadas, ligadas pela sua mancha urbana. A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) fez levantamento sobre o crescimento das diversas regiões do Paraná e detectou uma distorção na nossa microrregião, 77% do Produto Interno Bruto (PIB) está concentrado em Maringá. O que mostra uma dependência de oportunidade e eficiência econômica da cidade polo de forma excessiva.
Associado a outros dados, principalmente ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH), o qual se sustenta nos pilares de educação e longevidade, junto ao PIB per capita, Maringá tem uma diferença brutal em relação aos demais municípios de seu em torno.
Para se ter uma ideia, o IDHM de Marin…

Jogando na vida

Horas e horas jogando. Cansado como se fosse um trabalhador dedicado ao seu ofício, o qual não tem hora. Mas, creia, é apenas um jogo virtual que engole seu tempo. Nada se ganha, mas pode se matar se perder. Não, não está errado o título, não é “jogo da vida”, mas “jongando na vida” mesmo. Uma pesquisa da Paypal mostra que 82% dos brasileiros jogam nos seus aplicativos móveis. 44% tem mais de três jogos baixados. A pesquisa foi feita com 25 países e com uma população com idade entre 15 a 65 anos. Muitos ficaram de fora, antes dos 15 e depois dos 65. Afinal, jogo contamina.
Não por acaso a lucratividade foi de 230% em 5 anos. Um levantamento do Relatório Mobilize de Inteligência de Mercado aponta que em 2011 os aplicativos movimentaram US$ 8,5 bilhões e em 2016 foram US$ 46 bilhões. Um nicho de mercado que cresce e se aperfeiçoa. Atinge todas as idades. Ajuda muita gente a se divertir e a outros fazer o tempo passar.
Há os que se cansam de tanto jogar. Atravessam madrugas e se encont…

País do patronato

A democracia é um exercício, constante, necessário. Tem que ser praticado na base, na convivência no bairro, no condomínio, nas entidades de classe. Nem se fala da vida estudantil e o quanto o exercício da discussão, debate e representação são fundamentais. Democracia se constrói de baixo para cima. Mas qual é o nosso mal e onde esta lógica não se realiza? Uma reportagem da Folha de São Paulo fala do corporativismo nos sistema representativo das entidades patronais. O quanto as confederações de peso em vários estados brasileiros tem seu comando entregue a “caudilhos” que se perpetuam no poder. A lógica também vale para sindicatos, federações e confederações dos trabalhadores.
O envelhecimento do comando de importantes federações patronais no Brasil é uma demonstração. Em reportagem da Folha de São Paulo, dados obtidos com 99 entidades patronais, 17 dirigentes estão há mais de duas décadas no comando. Um dos exemplos preocupantes e emblemáticos é a Federação das Indústrias do Estado d…

Miséria e o efeito dominó

Há uma relação de causa e efeito. Ação e reação ocorrem nas mais diferentes relações da vida humana. Com a miséria não é diferente. Na busca de atender seus interesses básicos os seres humanos vão buscar o local que atenda suas necessidades. A lei do menor esforço, do caminho mais rápido, conta. Um dos problemas que Maringá atravessa é o morador de rua, cresce. Ele choca o olhar sobre o espaço urbano acostumado com a harmonia. Este nosso discurso de bem-estar permanente que se mancha com o contraste entre a realidade e o desejo. É como estar no restaurante com a família, no momento de saborear o alimento e a estética do bom convívio e ser abordado por um pedinte. A tese do “estraga prazer” se encaixa na cena.
O vereador Homero Marchese quer saber mais sobre o trabalho do poder municipal sobre a população em condição de rua. O parlamentar afirma que 90% dos moradores não são de Maringá, vem de outras cidades. Segundo ele, principalmente da região. O parlamentar considera que é preciso…

Desenvolvimento é fruto da crise

A concorrência é fundamental. Um ambiente de disputa exige de cada um uma melhora constante. Ninguém consegue se desenvolver na “zona de conforto”. A tensão tem seu preço e nos coloca em alerta. Quem teme a concorrência vive na busca de garantir a letargia, não muda, e destrói a possibilidade de um futuro melhor. Como entender a proliferação de medidas para regulamentar o fechamento dos supermercados aos domingos? Maringá tomou a iniciativa e ela passa a valer a partir de agosto. As redes supermercadistas afirmam que vão recorrer. Marialva já aprovou medida e Sarandi caminha no mesmo sentido. Como entender os efeitos desta medida e o que a justifica?
Moro em um bairro com suas peculiaridades, com inúmeros comerciantes de pequeno porte. Alguns são microempresários e trabalham com sua família na manutenção de um mercado, um restaurante, uma panificadora, uma loja. Vale lembrar que todas estas pessoas têm família, mas a sacrificam aos domingos para poder trabalhar.
De todos os pequenos …

Quanto vale o conhecimento

No mundo em que se deseja consumir produtos, o conhecimento que gera os bens consumidos é fundamental. Há muito mais por de trás das coisas que nos cerca do que imaginamos. E quem domina o conhecimento que gera os bens que consumimos domina nossas vidas.
Estamos vivendo em um mundo onde a produção em massa de produtos é fruto de uma cadeia complexa. Unidades de produção, áreas de extração, produção agrícola e unidades industriais se misturam em diferentes ambientes geográficos, sociais e econômicos. Contudo, há um elemento fundamental que determina a riqueza que a produção internacional gera, o conhecimento, a ciência, a tecnologia.
Os produtos de consumo são o resultado de uma inteligência gerada em laboratórios. Muitos deles em instituições de ensino. É preciso perceber e valorizar esta produção. Se queremos ficar com a melhor parte do que a produção permite, é fundamental o investimento na pesquisa e tecnologia. Se no passado a terra, as ferramentas e o trabalho do agricultor er…

Mobilidade urbana é prioridade

Mobilidade urbana é um desafio em uma cidade que priorizou ao longo da sua formação o automóvel. Agora, a vida no trânsito exige rever as escolhas. O desafio é imenso, mas deve ser enfrentado com pulso. Mesmo que custe a insatisfação imediata do cidadão ou eleitor. Prefeitura de Maringá e a empresa de Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) travam uma batalha pelo reajuste da tarifa. A empresa alega a dificuldade de continuar prestando o serviço com as exigências que a prefeitura fez com o mesmo valor da tarifa. O poder público considera que o custo para o usuário é alto, sem uma qualidade e eficiência proporcional. Contudo, o reajuste acabou sendo dado, 8%. A tarifa saiu de R$ 3,60 para R$ 3,90, no cartão, e de R$ 4,20 para 4,50, no dinheiro. Ele passa a vigorar na segunda-feira, dia 9 de julho.
Nesta novela de muitos capítulos, a questão é a mobilidade urbana em sua complexidade. O que vai além de valores do passe, o qual é apenas um ingrediente em uma história de desprezo ao tra…

Filhos: desejados e indesejados

Ter filhos, quantos são planejados? Se fala em gerar e perpetuar a espécie. Porém, são os pais, aqueles que deveriam cuidar, a maior ameaça a vida das crianças. Metade das mulheres que estão gravidas não planejaram sua maternidade, sua gestação. E aí, quem paga a conta? Quem assume o rebento?
Um levantamento da 15ª Regional de Saúde, sediada em Maringá, mostra o crescimento da mortalidade infantil, principalmente antes do primeiro ano de vida. Em comparação com os 12 meses do ano passado, o crescimento já foi de 26% de forma geral e 66% com crianças que tinham seis dias de vida.
O que leva a morte de bebês? É que se despreza a vida antes mesmo que ela seja gerada ou em sua geração. Levantamento do Ministério da Saúde mostra que 49% das gestantes não planejaram ter um filho. O percentual é maior entre adolescentes, 80%. A grande maioria das mulheres que não planejaram sua gravidez está na população de risco ou tem baixa renda, 72%.
Segundo levantamento feito pela 15ª Regional de Saú…

Violência: quem se alimenta e quem é o alimento

Lamentável o quanto a violência é sentida em vários lugares do espaço urbano. Contudo, mal entendida em sua essência. Observamos atordoados e revoltados os crimes que o tráfico de drogas promove. Nos indignamos com assaltos, furtos, roubos diários de pessoas que batalham para viver, vencer e ter algo na vida. Mas a lógica que ameaça a vida dos mais pobres e com menos renda deve ser entendida. A violência cresceu em Maringá. Em reportagem de Carina Bernardino, com dados da Polícia Militar, o número de roubos, furtos, apreensões e prisões ligadas ao tráfico de drogas cresceu. Só deste último, 75%. Importante lembrar que parte considerável da violência cotidiana é movida pelo tráfico de drogas. O consumo de drogas cresce na proporção em que os usuários buscam uma forma de alimentar seu vício.
Mas o consumo de drogas, que alimenta a violência cotidiana, tem sua clientela. Os consumidores de entorpecentes estão em todas as classes sociais. Não há dúvida a este respeito. Mas o maior número…

Educação faz diferença

Educação faz diferença. Parte considerável dos nossos problemas seriam resolvidos com uma educação de qualidade. Todo o dinheiro investido em educação, se bem aplicado, gera um futuro melhor, sempre. 
Maringá se destaca na educação. Isto é fato. No Anuário a Grande Região de Maringá, 2018/2019, que será lançado em breve pelo Grupo Maringa de Comunicação, o setor faz parte do Masterplan, o planejamento de Maringá para 2047, quando a cidade faz cem anos. O ensino é um dos principais pilares para o futuro da cidade.
A cidade, hoje, já tem 11 instituições de ensino superior, com mais de sessenta opções de curso no total. A população universitária é de 40 mil acadêmicos. Fora os recursos que as instituições de ensino movimentam em vários setores.
Ontem o ministro da Educação, Rossieli Soares Silva anunciou repasses para de R$ 21 milhões para as universidades públicas do Paraná. A UEM recebe de R$ 3 milhões para custeio e pleiteia mais R$ 22 milhões para a execução de obras no campus. Todo…

Futebol: lucro ou prejuízo

Estamos em tempo de Copa do Mundo. O país se identifica e reage ao espetáculo. A economia sente e ressente. Mas a transformação do esporte em um grande negócio atrai e envolve até mesmo quem não gosta. Porém, é preciso entender a lógica para não limitar o olhar, tanto sobre o jogo como sobre o "negócio".
Um levantamento feito pelo Impacto do Consumo no Varejo (ICVA) mostra uma queda média de 24,7% do comércio no varejo nos horários de jogos do Brasil na Copa do Mundo. O levantamento é feito pela base de análise da Cielo, empresa que administra cartões de crédito. Quando se fala, por exemplo, de alimentos e bares, a queda é de 35,4%. Mas se analisarmos o setor de vestuário, a redução do movimento ultrapassa os 57%,
Os brasileiros também deixam de frequentar os postos de saúde. O movimento nas unidades de pronto atendimento tem queda aparente, não se tem dados tão precisos, mas a impressão é esta. Há quem poste fotos, nas rede sociais, das unidades de atendimento sem moviment…

Liberdade Sempre

O direito a expressão, a liberdade, é fundamental. Mesmo para os que vivem pregando o extermínio, gostariam de ter um mundo “a sua imagem e semelhança”. Mesmo para estes, a liberdade é fundamental, permite que eles existam e possam pregar seu autoritarismo. A necessidade de mantermos a liberdade está na possibilidade de avançar, desenvolvermos o potencial humano, ficarmos civilizados. Crescemos constantemente em meio a diversidade. Viver e conviver com as diferenças nos dá o direito de rever e mudar. Aprendemos e crescemos com a superação do que não somos. No mundo dos egoístas e autoritários, não há o que superar, porque os senhores do poder sempre acreditam na sua perfeição.
Claro que a liberdade gera problemas. Conflitos ficam extremos. Assistimos a cenas de violência que nos fazem indagar sobre a insegurança, a impunidade, até onde a capacidade de agir de forma violenta pode chegar. Mas, temos sempre que levar em consideração que ônus é menor que o bônus. Ganhamos, ficamos melho…

O bem e o mal de cada um

Desejamos a liberdade. Ela nos dá a dimensão da importância da vida, do quanto ela pode ter inúmeros significados e o que podemos construir com o direito de ir e vir. Há também a liberdade de expressão, o direito de nos manifestarmos, ninguém é obrigado a ficar calado diante da injustiça. A democracia é o momento maior do direito de escolha. Qual é o limite de ser livre?
Sábado, dia 30, será feita uma manifestação em nome da paz, segurança e justiça. A manifestação é em lembrança de Maria Aparecida Pacífico, a professora que foi assassinada no dia 23, em sua residência, enquanto dormia. O assassino era um morador de rua, inclusive que ela já tinha ajudado em sua obra social.
Não podemos nos enganar, a sociedade avança, melhora, supera seus limites, ganha civilidade graças à liberdade. O ser humano respeita porque aprende a conviver. Se relacionando com os outros aprendemos os nossos limites, descobrimos quem somos e aprendemos a conviver com os outros, os diferentes. Na vida social,…

Controle não educa e nem garante segurança

Vivemos a febre da vigilância. Acreditamos que como um “deus”, com seu olhar que tudo vê e a todos controla, podemos gerar a segurança necessária. Tolice. As câmeras denunciam mais a nossa má intenção do que garantem a paz que buscamos. Quando se fala no ambiente escolar as coisas pioram por descaso. A grande maioria dos pais não participa da educação dos filhos, não conhece os professores, ignora o conteúdo que é ministrado em sala de aula e estão distantes do cotidiano do ambiente onde seu filho é educado. Vale lembrar que crianças são mais agredidas dentro do ambiente doméstico do que em sala de aula.
Uma audiência pública discutiu ontem a instalação de câmaras de vigilância nas unidades de educação pública municipal. Inclusive dentro das salas de aula. Uma pesquisa mostra que 83% dos servidores da educação municipal são contra a instalação das câmeras. O levantamento foi feito pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente. Na audiência pública para discutir o projeto de lei…

Morrer pelo excesso

Quanto vale uma campanha? A quem interessa? O preço do poder é alto. Mas o cumprimento da estética eleitoral gera aparências que não traduzem em essência. Jair Bolsonaro tem seus desafios para chegar ao Planalto. A figura do "vice", tão decorativa, pode ser decisiva. Uma corrida a presidência da república tem uma diversidade de possibilidades e variáveis. Estar bem posicionado nas pesquisas preliminares, ou não, pode dizer muito, desde que se preserve a tendência nas intenções de voto.
Um dos personagens de destaque na corrida presidencial é o deputado Jair Bolsonaro (PSL). Ele é tido como um candidato forte, segundo as pesquisas que apontam os possíveis candidatos a presidência. Se o nome do ex-presidente Lula não fizer parte da lista de escolha, as chances do deputado aumentam significativamente.
Porém, Bolsonaro tem seus dilemas. Nem tudo é “céu de brigadeiro” na corrida para o Palácio do Planalto. Ele traz descontentamentos em determinados segmentos. Por exemplo, mulher…