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Mostrando postagens de Janeiro, 2018

Saúde Pública: Remediar e não prevenir

Falamos da necessidade de uma vida saudável. Sempre pregamos o bom comportamento com alimentação, exercícios físicos e ambiente saudável. A receita não desconhecida e muito menos uma novidade, é óbvio onde está a solução. Mas a felicidade não é ser saudável, para a grande maioria. Em entrevista com o superintendente do Hospital Universitário de Maringá, Maurício Chaves Júnior, o relato do hábito de muitos pacientes que não procuram um posto de saúde, uma unidade de atendimento próximo a sua casa. Eles vão ao hospital. Acredita que lá está o atendimento que vai resolver o seu problema. O superintendente do HU lembra o quanto este hábito gera um trabalho desnecessário e as vezes não resolve o problema da forma como o paciente deseja.
Para ouvir comentário sobre o tema, clique aqui.
Dentro do hospital, grande parte do que são atendidos tem histórico de maus tratos a si mesmo. Abusou em longo prazo de uma alimentação ruim, vida sedentária, falta de lazer adequado. Vale lembrar que a vida …

Vacina: Ameaça da morte gera vida

É bom se acostumar. A sociedade brasileira reage pelo instinto, pela ameaça. Lamentável para quem tem expectativas mais elevadas em relação a vontade popular. Porém, a vida é vivida no correr dos dias. Não há um planejamento. Vacina lembra prevenção, a procura dela, em grande quantidade, só com a ameaça real ou fantasiosa. Agora há um corre-corre para se tomar a vacina contra a Febre Amarela. Uma doença erradicada há mais de 70 anos e que já molestou a história brasileira no final do Século XIX e início do XX. Combater o mosquito transmissor, estudar uma vacina para a doença, fizeram do Brasil destaque na produção do antídoto.
São Paulo é o Estado que se tem maior preocupação com a propagação da doença. Tem quem fale em epidemia. Mas o Ministério da Saúde acha exagero, tem especialista que não. Porém, o que gostaria de comentar aqui é a corrida da população para vacinar. Em todo o país onde a vacina é oferecida, na maioria dos estados é procura é grande. Para ouvir comentário sobre o…

Consumidor infantil

Na busca de propagar o consumo se propaga a lógica do “tudo mereço”. Se nega frustrar o consumidor. Muitos já adotam esta lógica na educação dos filhos. Há que considere que as crianças não podem ser privadas de nada. Porém, esta infância se estende a fase adulta e o resultado social está sendo desastroso. É fácil perceber nas propagandas a mensagem de que todos merecem consumir, ter acesso ao produto e que ele irá mudar sua vida. O que antes era conto de fadas agora é a motivação para aquisição dos objetos mágicos. Está a venda, segundo as mensagens publicitárias, o que irá “mudar a sua vida”. A felicidade simbolizada agora é a busca e exigência para poder conviver no “mundo encantado”.
A vida virou uma brincadeira? Não, mas se brinca com a realidade ao escamoteá-la na estética dos ambientes, das embalagens e da sensação fantástica da aquisição. Parece que não saímos do berço e o conforto da chupeta está disponível a todos os adultos que não toleram frustração. “Se pode fazer os out…

Trânsito é do mais frágil

Entre o olhar do motorista, de quem está no trânsito, e o Código Brasileiro de Trânsito, há uma diferença imensa. Falta consciência em relação ao que diz a legislação. No dia a dia, todos querem resolver os seus problemas, mas no final o dilema, o número de mortos denuncia o nosso péssimo hábito na condução de um veículo. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) defende a vida e não a mobilidade. Isto mesmo. A legislação que regulamenta a circulação de pessoas e veículos leva em consideração a vida humana, as pessoas, e não a agilidade. Por isso, o pedestre deve ter sua vida preservada e, a partir dele, os demais agentes da mobilidade, do mais frágil ao mais forte. Logo, depois do pedestre o a bicicleta e, no final da fila, a carreta.
Por mais que muitos considerem que não, há regulamentação para a conduta de pedestres e ciclistas no Código de Trânsito. Porém, as normas não inviabilizam o uso e sim dão a dimensão da importância do pedestre e dos veículos de tração humana, a bicicleta. …

Mal intencionado e excessivo

Agora, a alucinação pessoal permite a matança geral. O imediatismo da lógica traduz no instinto o direito de agir. Por isso, muitos intolerantes se lançam e ações de agressão e extermínio sem fundamento, sem uma lógica profunda. O raso do ser humano expressa a perda de respeito. As vítimas destes seres são muitas, diárias, cotidianas. Meus caros, até onde temos que tolerar o intolerante?
O chamado “crime do açougue”, que ocorreu em agosto do ano passado, é uma demonstração dos excessos. Um homem discute com o dono de um estabelecimento comercial, entra em seu veículo, pega uma arma e dispara contra o estabelecimento. Acaba atingindo e mantando um cliente. Ele disparou a esmo. Teria ele a intenção de matar?
Quem anda com uma arma e dispara para um local com várias pessoas sabe o risco que está correndo em acertar alguém. Há a intenção. O ódio da intolerância imediatista e da ação generalizadora provoca seus extermínios diários. O ato da imbecilidade armada é mais comum do que parece.

O sonhos de consumir e ser consumido

Como no livro de Patrick Süskind, “O Perfume”, diante de nosso “mau cheiro” o sonho de ser consumido seria a redenção de nossa existência. A procura de ser algo que se deseje intensamente. Porém, como o cheiro dos perfumes, o aroma é uma sensação que pode encantar a realidade. O desejo pelos objetos que temos hoje nos ensina o poder do encanto. Bom começar falando que 80% do que é produzido neste mundo é consumido por 20% da população. O que é feito por muitos é consumido por poucos. Há um número restrito de pessoas que se deliciam ou tem acesso aos objetos de desejo ou necessidades de todos. Uma possibilidade limitada que é gerada em grande quantidade.
Nesta condição contrária, há uma produção de excedentes que libera para o lixo uma quantidade imensa de resíduos, descartes, restos e a representação dos excessos. Dizem que se pode conhecer o perfil das pessoas pelos restos jogados em seus lixos. Acredito nisso. Somos uma continuidade intensa do que nos apropriamos, compramos, usamos…

Por de trás das coisas

Objetos nos rodeiam. Eles são nossa companhia mais constante. Circulam a nossa volta como se tivessem vontade própria. Talvez tenham. A vontade deixou de ser algo humano, de quem possui o objeto, e passou a ser uma expressão simbólica que acompanha as coisas. Por sinal, estas coisas são, para muitos, a sua melhor parte enquanto seres humanos. De onde eles vem... Há uma complexa rede de produção que dá vida as coisas. Criada com eficiência pela capacidade de integração. Uma relação direta de causa e efeito entre unidades produtivas, mercado internacional, potencial geográfico e financeiro aliados ao um desenvolvimento tecnológico intenso.
Condição que rompe as fronteiras nacionais e se impregna nas mais diferentes regiões, de diferentes formas. Não por acaso, há paraísos terrenos e infernos terrestres. Ironicamente eles não estão desligados, apartados. Eles fazem parte de uma mesma rede de produção. Um gera o outro. Como o “Céu” e “Inferno”, que muitos acreditam em sua existência, exi…

Drogas: quanto circula e se apreende?

Fotos, divulgação, imagens do sucesso das ações do aparato de segurança contra o tráfico. Estamos mais seguros? Acredito que não. A quantidade de drogas em circulação aumenta. A apreensão é na proporção do que circula. Seria o combate ao tráfico uma guerra perdida? Acredito que sim. A Polícia Rodoviária Federal e o Denarc fizeram um balanço de suas ações em 2017. No geral, foram mais de 49,8 mil quilos de drogas apreendidas no ano passado, enquanto em 2016 foram quase 28 mil quilos. Grande parte das apreensões são resultado de investigação e denúncias e, as duas condições, associadas.
Mas porque as drogas apreendidas aumentam? Uma boa ação policial? O número de policiais diminuiu nos últimos 30 anos em proporção ao crescimento da população. Os aparatos de segurança reclamam constantemente da falta de estrutura. Falta veículos, coletes, armas, munição, aparelhos e estrutura de investigação. O aparato sofre com o crescimento da criminalidade em uma proporção de sua capacidade de ação.

Democracia e radicalismo

Diversidade é característica da espécie, a convivência é sempre difícil. Vivemos a procura de um padrão. Mesmo no pensamento. Porém, o que nos salva é a possibilidade, a multiplicidade, por mais que muitos às combatam. Maringá tem nas ruas e nas ações suas divergências, tanto de ideias quanto de ações. Democracia é isso. Não se faz liberdade sem diversidade. Não se garante a possibilidade da felicidade com um padrão de comportamento. Existir de forma plena é descobrir as diversas alternativas que a vida apresenta. A convivência entre as diferenças, porém, é coisa de adultos conscientes.
Outdoors, painéis e manifestos a favor da Lava-Jato, do Juiz Sérgio Moro, da Justiça e da Polícia Federal estão sendo espalhados pela cidade. Nas redes sociais se multiplicam também as postagens com as mesmas manifestações. Tudo isso é um direito. Para ouvir comentário sobre o tema, clique aqui. Neste sábado, ocorre uma manifestação a favor da candidatura do ex-presidente Lula. O Partido dos Trabalhad…

Morte periférica

Homicídios tem um perfil claro, são anunciados em sua maioria. Os assassinatos tem ligação com o tráfico de drogas, na maior parte. A violência tem um ambiente determinado e está mais próximas das pessoas que vivem em condição de miséria.  A morte mora ao lado e é anunciada. Os dados dos números de homicídios em Sarandi e Paiçandu são significativamente maiores do que os de Maringá. Enquanto Sarandi, que tem uma população de 102 mil habitantes, em 2017, teve 30 homicídios e Paiçandu, com 39,5 mil habitantes, teve 19 homicídios, Maringá, com mais de 400 mil habitantes, teve 29 homicídios. Somente os números falam por si. A violência, quando se fala em assassinatos, mora ao lado.
O número de homicídios, para cada 100 mil habitantes, resume a diferença: Sarandi tem 29,4 homicídios para cada 100 mil, Paiçandu tem 48,7 para cada 100 mil e Maringá tem 7,5 para cada 100 mil habitantes. Por que se morre? A maioria dos assassinatos está ligada ao tráfico de drogas. Grande parte dos envolvidos…

Jovem mente doente

Estamos a procura da felicidade. Temos a obrigação disso? Não. Mas para a geração digital ela é possível a todo o momento, trocando de vínculos superficiais. Nada profundo. Nada que me leve a perceber que estou só, mesmo que acompanhado. Estamos em um mês de conscientização para a saúde mental. Uma ação foi feita no Parque do Ingá à procura de conscientizar sobre a importância do tema. A ideia de uma sociedade conectada não substitui a falta das relações. Estamos incorporando a lógica digital, consideramos tudo descartável. Talvez, esta condição é a grande ameaça a saúde mental. Para ouvir comentário sobre o tema, clique aqui.
Esquiamos sobre um chão de gelo fino de forma rápida. Se formos dar peso as relações, lhes dar durabilidade, não temos capacidade de trabalhar com as emoções originária de relações mais profundas. O peso dos compromissos emocionais nos fará afundar em um mar de depressão. Não por acaso o Brasil é o país da América Latina com um dos maiores índices de depressão e…

Feriados e Produtividade

A produtividade determina o nosso tempo. O quanto trabalhamos implica no potencial do nosso trabalho. Se produzimos muito, nem sempre significa a quantidade de tempo que nos dedicamos ao trabalho. Quase sempre falamos dos prejuízos que os feriados trazem. Bom, depende. O setor em que se atua é uma variável. Para quem trabalha com produção de bens, é prejuízo, o comércio reclama. Mas se ele estiver em um local turístico ganha. Fica aberto para atender o visitante. A mesma coisa as empresas de turismo, os hotéis e restaurantes. Estes ficam mais felizes com feriados. Logo, de que lado você está? Depende do interessado.
Mas um dos fatores fundamentais para se medir o prejuízo do feriado é o tempo de produtividade. Quanto tempo nós gastamos para gerar riqueza? Quanto mais baixa nossa qualificação, mais tempo gastamos em uma atividade de pouco valor agregado. Somos mais facilmente substituídos. E temos que trabalhar muito tempo para pagarmos o custo de nossa existência. As pessoas se esque…

Segurança Feudal

Queremos segurança? Claro que sim. Um dos princípios da liberdade é ter a certeza da garantia de seus direitos. Porém, a desigualdade pode ser uma ameaça a quem busca o direito de ir e vir. O encontro entre ambientes separados por um abismo nas condições de vida ameaça a liberdade e exigem cada vez mais da segurança. Para um Estado falido, a regionalização da segurança acaba se transformando em solução. Cada vez mais o aparato enfraquece sua capacidade de ação diante da sofisticação do poder de ação dos criminosos. As guardas municipais crescem em um ambiente de economia mundial e de problemas locais.
Enquanto alguns, poucos, circulam pelo mundo livremente por causa de seu poder de consumo, outros transitam como andarilhos esperançosos em chegar a “terra prometida” que nunca chega. Há, também, uma pilha de seres humanos que não saem do lugar. Admiram os que podem se mover e estão imóveis diante da realidade que vivem, ou melhor, sobrevivem.
Quando se instala uma guarda municipal o po…

Violência, de onde vem?

Maringá é uma cidade segura. A afirmação se sustenta nos dados sobre a violência na cidade divulgados pela Polícia Militar. Contudo, curiosamente aumenta o número de roubos, principalmente de celulares. Vítima e ladrão desejam a mesma coisa. Em reportagem de Carina Bernardino, a Polícia Militar, em Maringá, fez um balanço dos índices de violência na cidade. Os números demonstram, de uma forma geral, uma queda nos latrocínios e principalmente nos homicídios. A cidade tem uma média de 6,75 crimes de homicídio para cada 100 mil habitantes. A média nacional é de 29,9. No Estado de Sergipe, está o maior índice de homicídios, 64 para cada 100 mil habitantes.
Um dado chama a atenção na reportagem, o roupo de celulares. Ele aumentou 40%. Foi entre os crimes cometidos o que teve um crescimento expressivo. Ou seja, andar com celular na mão em via pública é chamar para a confusão. O assaltante está à espreita e está disposto a trocar o celular por drogas. Por sinal, a apreensão de entorpecentes…