Jovem mente doente


Estamos a procura da felicidade. Temos a obrigação disso? Não. Mas para a geração digital ela é possível a todo o momento, trocando de vínculos superficiais. Nada profundo. Nada que me leve a perceber que estou só, mesmo que acompanhado.
Estamos em um mês de conscientização para a saúde mental. Uma ação foi feita no Parque do Ingá à procura de conscientizar sobre a importância do tema. A ideia de uma sociedade conectada não substitui a falta das relações. Estamos incorporando a lógica digital, consideramos tudo descartável. Talvez, esta condição é a grande ameaça a saúde mental.
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Esquiamos sobre um chão de gelo fino de forma rápida. Se formos dar peso as relações, lhes dar durabilidade, não temos capacidade de trabalhar com as emoções originária de relações mais profundas. O peso dos compromissos emocionais nos fará afundar em um mar de depressão. Não por acaso o Brasil é o país da América Latina com um dos maiores índices de depressão e um dos destaques mundiais em transtorno. Lembrando que este não é problema exclusivamente brasileiro.

Estamos com uma geração que nasceu no mundo virtualidade, a chamada “Geração Z”. Os netos dos últimos analógicos. Aqueles que têm muitas relações e nada duradouro agora se deprimem na busca de uma estabilidade que seu mundo de “conexões” passíveis de serem “deletadas” não sustenta. Há seres humanos em meio a virtualidade. Sofrem de forma real e não desaparecem com um simples clique no botão de “apagar”.  Pense nisso!



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