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Mal intencionado e excessivo


Agora, a alucinação pessoal permite a matança geral. O imediatismo da lógica traduz no instinto o direito de agir. Por isso, muitos intolerantes se lançam e ações de agressão e extermínio sem fundamento, sem uma lógica profunda. O raso do ser humano expressa a perda de respeito. As vítimas destes seres são muitas, diárias, cotidianas.
Meus caros, até onde temos que tolerar o intolerante?

O chamado “crime do açougue”, que ocorreu em agosto do ano passado, é uma demonstração dos excessos. Um homem discute com o dono de um estabelecimento comercial, entra em seu veículo, pega uma arma e dispara contra o estabelecimento. Acaba atingindo e mantando um cliente. Ele disparou a esmo. Teria ele a intenção de matar?

Quem anda com uma arma e dispara para um local com várias pessoas sabe o risco que está correndo em acertar alguém. Há a intenção. O ódio da intolerância imediatista e da ação generalizadora provoca seus extermínios diários. O ato da imbecilidade armada é mais comum do que parece.
Para ouvir o comentário sobre o tema, clique aqui.

A defesa do atirador, cumprindo sua função, alega que o ato dos disparos não expressa a intenção. Ele queria apenas atirar contra a assadeira de frangos, mas, pelo destino, acidentalmente, acertou um cliente, uma pessoa.

Como disse anteriormente, não estamos diante de um caso isolado. O maluco que dispara contra um açougue com clientes é tratado como um transtornado que por revolta e desequilíbrio comete o ato de violência. A causa pessoal agora legitima o ato letal. Nossa sociedade tem discutido, e muito, as intenções pessoais e o drama de cada um. Em muitos casos, este discussão é legítima. Porém, há sempre alguém com perfil agressivo que encobre suas más intenções com dramas pessoais.

Há muitos estúpidos, agressivos e mal-educados que circulam em nosso meio. Os mimados são incapazes de conviver com a frustração, menor que ela seja, disparam contra o primeiro que encontram na busca de fazer sua justiça particular.


Comentários

  1. Bom Dia Gilson .

    Concordo ao todo com seu comentário acima , no entanto , tenho duvidas quando ao dizer que... '' A causa pessoal agora legitima o ato letal '' . Acredito que, seja este justamente o problema quando se discute segurança publica . Pois , quando um menor de idade , cheio de má intenção sai a rua com uma arma de fogo determinado a praticar algo que, inicialmente poderá ser apenas uma subtração para ``suprir suas necessidades'' e ao decorrer da ação acaba por praticar uma barbárie . Para este, não lhe é imposta a carapuça de monstro-covarde na mesma medida do assassino do Açougue . Enfim, de longe estou defendendo a figura do mesmo . Apenas, acredito que este Senhor devido sua condição financeira que causa empatia e inveja a sociedade, não terá o mesmo tratamento brando dado aos coitadinhos que podem roubar , matar e estuprar porque não tiveram oportunidade como se pregam nas faculdades e agora querem jogar nas costas do homem todos os crimes da humanidade para servir de exemplo .

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