Saúde Pública: Remediar e não prevenir


Falamos da necessidade de uma vida saudável. Sempre pregamos o bom comportamento com alimentação, exercícios físicos e ambiente saudável. A receita não desconhecida e muito menos uma novidade, é óbvio onde está a solução. Mas a felicidade não é ser saudável, para a grande maioria.
Em entrevista com o superintendente do Hospital Universitário de Maringá, Maurício Chaves Júnior, o relato do hábito de muitos pacientes que não procuram um posto de saúde, uma unidade de atendimento próximo a sua casa. Eles vão ao hospital. Acredita que lá está o atendimento que vai resolver o seu problema. O superintendente do HU lembra o quanto este hábito gera um trabalho desnecessário e as vezes não resolve o problema da forma como o paciente deseja.
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Dentro do hospital, grande parte do que são atendidos tem histórico de maus tratos a si mesmo. Abusou em longo prazo de uma alimentação ruim, vida sedentária, falta de lazer adequado. Vale lembrar que a vida saudável não está ligada a condição de consumo, por mais que se associe muitas vezes esta ideia como uma resposta rápida as mazelas dos maus tratados.

Caminhar até o trabalho também é fazer exercício. O feijão com arroz básico, a verdura e fruta tem custos menores que o cachorro quente, a batata frita, o doce industrializado e o refrigerante saboroso e venenoso. A água é insuportável sem sabor. Logo, ao longo do tempo, ao matar a vontade do saboroso imediato, da vida de momentos, acumulamos as doenças e os vícios. Ao final, doentes, precisamos de remédios e remediação.

Não há saúde pública que aguente isso.

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