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Trânsito é do mais frágil


Entre o olhar do motorista, de quem está no trânsito, e o Código Brasileiro de Trânsito, há uma diferença imensa. Falta consciência em relação ao que diz a legislação. No dia a dia, todos querem resolver os seus problemas, mas no final o dilema, o número de mortos denuncia o nosso péssimo hábito na condução de um veículo.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) defende a vida e não a mobilidade. Isto mesmo. A legislação que regulamenta a circulação de pessoas e veículos leva em consideração a vida humana, as pessoas, e não a agilidade. Por isso, o pedestre deve ter sua vida preservada e, a partir dele, os demais agentes da mobilidade, do mais frágil ao mais forte. Logo, depois do pedestre o a bicicleta e, no final da fila, a carreta.

Por mais que muitos considerem que não, há regulamentação para a conduta de pedestres e ciclistas no Código de Trânsito. Porém, as normas não inviabilizam o uso e sim dão a dimensão da importância do pedestre e dos veículos de tração humana, a bicicleta. A qual, tem a preferência no convívio com a moto e o automóvel na via pública. Ela tem seus espaço de circulação, mas há uma regulamentação clara sobre sua proteção e preferência no trânsito.

Convido você a ler sobre o que diz o Código de Trânsito Brasileiro sobre a condução de bicicletas. Visite o site vadebike.org. Além de você encontrar toda a legislação você poderá ter um estímulo ao uso da bicicleta. Poucos sabem por exemplo que as fabricantes e importadoras de bicicletas devem fornecer um manual com a orientação para o ciclista do código de trânsito.
Para ouvir o comentário sobre o tema, clique aqui.

Os municípios podem regulamentar punições para pedestres e ciclistas. Porém, não podem ferir o CTB. Não há lei municipal acima da lei federal. Logo, o ciclista não pode ficar circulando nas calçadas livremente, a não ser que estejam empurrando sua bicicleta e não encima dela. Assim como, pedestre não pode ficar usando ciclovias para fazer caminhada. Porém, pode haver regulamentação municipal, mas não mudança na lei.

Em Maringá há falta de respeito, conhecimento e educação da legislação. É o hábito acima da regra. Uma norma de trânsito que a maioria desconhece. Parte considerável de quem está em veículos e motos desejam se locomover o mais rápido possível e não quer ser incomodado e sim incomodar. A particularidade toma conta das vias públicas, a guerra diária que mata muitas pessoas. Os excessos e desrespeito às leis são os maiores responsáveis pelos acidentes.

Por isso, o problema do trânsito não é a lei e sim a falta de conhecimento sobre elas e de educação. O respeito ao outro, o respeito a vida e o respeito às leis não estão circulando junto com as pessoas no dia a dia. Mais uma vez a ignorância é nosso maior problema.

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