Violência, de onde vem?


Maringá é uma cidade segura. A afirmação se sustenta nos dados sobre a violência na cidade divulgados pela Polícia Militar. Contudo, curiosamente aumenta o número de roubos, principalmente de celulares. Vítima e ladrão desejam a mesma coisa.
Em reportagem de Carina Bernardino, a Polícia Militar, em Maringá, fez um balanço dos índices de violência na cidade. Os números demonstram, de uma forma geral, uma queda nos latrocínios e principalmente nos homicídios. A cidade tem uma média de 6,75 crimes de homicídio para cada 100 mil habitantes. A média nacional é de 29,9. No Estado de Sergipe, está o maior índice de homicídios, 64 para cada 100 mil habitantes.

Um dado chama a atenção na reportagem, o roupo de celulares. Ele aumentou 40%. Foi entre os crimes cometidos o que teve um crescimento expressivo. Ou seja, andar com celular na mão em via pública é chamar para a confusão. O assaltante está à espreita e está disposto a trocar o celular por drogas. Por sinal, a apreensão de entorpecentes cresceu.
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A renda melhor atrai hábitos. Não podemos esquecer que o poder de consumo leva a cidade a ser um campo fértil de quem deseja se apoderar de objetos de venda rápida para trocar por drogas. Desta forma se entende o aumento no número de apreensão de entorpecentes. Os consumidores estão aumentando. Lembrando sempre que os maiores consumidores de drogas são os mais ricos. O tráfico atende a sua clientela. Em parte, a mesma que consome o celular de última geração. Nossa maior virtude é nosso maior excesso.

Em uma entrevista com Ali Wardane, presidente do Sivamar, sindicato que representa o comércio varejista, tocamos no tema consumo. As vendas de Natal foram ótimas. Nunca se vendeu tanto nos últimos cinco anos. Mais que isso, Wardane considera que as pessoas estão comprando cada vez mais. O que não se via há 30 anos atrás.

O consumo é um vício e atrai um grande parte das pessoas. Assim como as drogas, devem ser alimentado sempre com uma nova dose de aquisição. Os viciados em drogas necessitam de sua porção diária de ilusão. Quando estes usuários se encontram, um com celular na mão e o outro com a necessidade do entorpecente, temos um encontro perfeito para um crime.
 

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