Mulheres mais qualificadas


Elas estão mudando. Mais independentes, começam a ocupar espaços e ter comportamentos considerados exclusivamente masculino. Elas se emancipam, os homens devem se emancipar também.
As mulheres estão aumentando sua renda média. Segundo dados do IBGE, elas estão ganhando mais, principalmente as mais jovens. Se qualificando cada vez mais, são as que menos abandonam a educação. Esta tendência, dos últimos 30 anos, agora colhe seus lucros.

Elas reduziram a diferença salarial nos últimos 10 anos de 30 para pouco mais de 26%. A busca de construir a vida independente, romper a cultura da dependência e o destino de ser obrigatoriamente mãe, a mulher faze escolhas.

Mas não é só no trabalho que elas estão surpreendendo. Na vida pessoal, emocional, também. Elas já não se sentem obrigadas a esperar o “príncipe encantado”. A maioria dispensa aquele que irá salvá-la da torre do castelo. Elas têm seu próprio cavalo e colocaram a armadura, estão prontas para o combate. O que não as impede de continuarem femininas e sensuais. Talvez até mais assim, empoderadas.

Agora, o maior obstáculo para a emancipação feminina será a cultura machista. Fora de lugar, ultrapassada no tempo e perigosa. Os homens contemporâneos estão mudando em relação a percepção da função da mulher, na defesa de sua emancipação. Porém, ainda é lenta esta mudança, não acompanha a tendência de uma igualdade plena.


Bom lembrar que o machismo, assim como boa parte da violência contra a mulher, começa em casa. É dentro do discurso da boa educação que se educa a menina para a submissão e o rapaz para a imposição. A família tradicional está em decadência. Não por perversidade, mas porque a relação, principalmente econômica, mudou.

A liberdade é a essência da vida privada. E a mulher é cada vez mais livre. Quem as educa deve ter em mente esta condição. Mas isso não significa a libertinagem, o abuso ou excesso. É simplesmente a liberdade de agir e se responsabilizar pelos atos. Ao mesmo tempo em que elas se emancipam vãos ficando mais responsáveis pelos seus atos e dispensam o provedor que lhe sustente e proteja.

Por isso, eduque seus filhos a cozinhar, lavar e passar. Ensine os filhos a viverem sem precisar de uma mulher que cuide deles como a mãe fazia. A maioria dos homens machistas casa com uma segunda mãe. Submetem a esposa para poder garantir a eternidade da relação materna disfarçada de afazeres domésticos. O homem do futuro não precisará de uma esposa-mãe, mas de uma parceira que assuma com ele todas as responsabilidades da vida. Assim faremos a revolução masculina.

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